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Arte em papel machê: Madalena Marques produz esculturas realistas de grandes músicos brasileiros

Madalena Marques (Foto: Divulgação)

O termo vem do francês papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado. A técnica é multimaterial, assim como o seu resultado, que permite criar peças de todos os tipos – até onde a sua imaginação permitir. A criação de Madalena Marques vai muito além do óbvio quando se trata de papel machê, quebrando paradigmas em relação ao seu uso e as descobertas de soluções para os desafios da produção.

Foto: Divulgação

A paixão da artista pela arte do retrato levou a uma ampla produção de figuras humanas da cultura genuinamente brasileira, como esculturas de personalidades da música como Roberto Carlos, Nando Reis, Gilberto Gil, Rita Lee, Maria Bethânia, Tim Bernardes, Elza Soares, Elis Regina, Zeca Baleiro, Inezita Barroso, Fernanda Takai, Caetano Veloso, Renato Russo, Ney Matogrosso, Hermeto Pascoal, Vanessa da Mata, Milton Nascimento, Noel Rosa, Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Paulinho da Viola, Marisa Monte e Beto Guedes. “A minha arte tem total relação com a música, eu gosto de fazer artistas que amo. Às vezes, amanheço com uma música na cabeça e aí, não tem jeito: preciso fazer a escultura desse artista no mesmo dia”, conta.

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Madalena também transita entre manifestações culturais e história da arte para criar suas peças, com passeio pela história da arte nacional e internacional, passando pelo Renascimento até o Modernismo brasileiro. Em sua exposição “Gente de Papel” (2019), realizada no Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, a artista visual reproduziu em tamanho real obras icônicas da história da arte, como Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, Moça com brinco de pérola, de Johannes Vermeer, Nossa Senhora do Carmo, de Candido Portinari, Samba, de Di Cavalcanti e os autorretratos Manteau Rouge, de Tarsila do Amaral e Pensando na Morte, de Frida Kalho.

Não é por acaso a forte presença feminina em sua última exposição, que recebeu curadoria de Ana Cláudia Cermaria e João Paulo Berto. Essas personagens femininas foram escolhidas como um manifesto em torno do papel ocupado pela mulher no mundo da arte, seja retratada ou como produtora, ao longo de nossa história. A exposição também contou com uma escultura em tamanho real de Madalena, produzido pela própria artista. “Eu escolhi representar a figura humana por várias razões. A expressão dos olhos é uma coisa vibrante, cada ser é único e reproduzir estas expressões é como fotografar a alma delas. Fazer uma escultura de alguma personalidade que gosto é alimentar minha alma de energia, também é a minha forma de expressar o meu amor a este universo”, diz Madalena.

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Foto: Divulgação

A riqueza de detalhes é o elemento motriz para a mente criativa da artista, com trabalhos marcados pelo experimental, pelos desafios e pelo conhecimento embasado na pesquisa, que orienta sua atuação. Madalena utiliza acabamento erudito baseado nas peças de arte barroca, o que agrega toque de inovação e aperfeiçoamento na obra de papel machê. “Espero que a minha arte possa oferecer às pessoas uma viagem nas mais variadas temáticas e estilos, construindo reflexões a partir de referências artísticas”, completa. Além disso, as peças em papel machê carregam uma preocupação ecológica e consciência da realidade gerados a partir da utilização de materiais recicláveis. Confeccionadas em sua totalidade pela artista, suas peças trazem uma visão ímpar sobre a arte do retrato e são reflexos diretos de sua sensibilidade em captar a essência de seus personagens.

SOBRE MADALENA MARQUES

Sua produção em papel machê é vasta, porém é na retratística que ela adquire grande profusão e um resultado plástico extremamente inovador, fruto de uma trajetória de estudos e experimentações. Nascida em Uberlândia/MG, desde cedo usava a criatividade para inventar seus próprios bonecos. Com a mãe, aprendeu não apenas as técnicas de bordado, mas a observar a natureza, seus detalhes e sua riqueza. Cursou Artes Plásticas na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e trabalhou como arte finalista em uma emissora de televisão.

Seu trabalho com papel machê começou ainda aos 19 anos de idade, mas foi em 2016 que aconteceu o seu verdadeiro mergulho na técnica. Morando em São Paulo há 26 anos, Madalena fez o curso de Conservação e Restauração de Papel Machê no Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP. Inspirada em obras sacras dos séculos XVI ao XVIII da imaginária ligeira, une em suas esculturas grande riqueza de detalhes, associando técnicas e materiais diversificados, representando com leveza as intensas expressões da figura humana.

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