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CRÍTICA | A totalmente desnecessária “Cobra Venenosa”, nova música de Ludmilla

Poucas vezes vi tamanho desperdício de talento quanto na faixa “Cobra Venenosa”, lançada hoje (3/7) por Ludmilla. Precedida por uma treta envolvendo a funkeira de Duque de Caxias e Anitta, a canção traz uma clara mensagem de rivalidade feminina, algo tão arcaico e desnecessário, que vai contra a própria trajetória da intérprete.

Bissexual assumida e de origem humilde, Ludmilla por diversas vezes já foi alvo de ataques covardes nas redes sociais. Claro, todos tem direito de resposta, mas no atual nível da artista é esperado que algo desse tipo venha em forma de demonstração de talento. O que não é o caso de “Cobra Venosa”.

Com letra que beira a acidez, o single é um tiroteio de indiretas. “Eu vim pra causar / E não pra passar pano / Se fosse pra ser pacífica eu ficava no oceano”, diz um trecho. Mesmo sem assumir oficialmente que é algo direcionado à Anitta, a mensagem remete a todo o “dossiê” divulgado por Ludmilla há algumas semanas, onde afirma, em alto e bom tom, que a filha do Seu Mauro andava “puxando seu tapete”.

E não para por aí, aos mais desatentos, talvez tenha passado despercebida a presença de uma atriz com as feições semelhantes as de Anitta, no clipe lançado horas após o single. Curiosamente, essa moça interpreta o papel da tal mulher venenosa.

Atriz Luiza Drewanz no clipe “Cobra Venenosa” (Foto: Reprodução/ YouTube)

Uma estética bonita, com cenário pós-apocalíptico, o clipe super bem produzido tem, nas palavras de Lud, uma ideia de “união”. Mas a sororidade some na imagem abaixo, onde a tal “venenosa” aparece em uma espécie de “rendição” ao bonde que Ludmilla tanto canta.

Sósia de Anitta aparece “rendida” ao “Bonde de Ludmilla” (Foto: Rodolfo Magalhães)

Não há contraste na letra com o clipe, como defende Ludmilla, mas sim roteirização da história que segue tal qual a mensagem de rivalidade promovida nos versos do single. Desserviço.

Vivemos em uma era onde a luta das mulheres por mais espaço é maior a cada dia. Ficar soltando shade “pras inimigas” é algo que lá atrás parecia legal, mas hoje a realidade é outra. Pode até fazer sucesso, mas será que vale tudo para alcançá-lo? Fica a decepção, afinal de nada adiata lutar por racismo e homofobia – como a própria defende a temática do vídeo – e propagar mensagens de ódio e rixa desnecessária.

Eu disse, limpa, limpa antes que o rancor e ódio destrua um dos maiores talentos que o funk já teve.

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