Hoje em dia, é difícil encontrar alguém que não assine (ou ao menos usufrua) um serviço de streaming. Segundo dados recentes, mais de 40% dos lares do país contam com pelo menos um desses serviços, enquanto o mercado de TV por assinaturas despenca vertiginosamente.
Mais ainda, uma pesquisa da Comscore revelou que os brasileiros assinam, em média, oito serviços de streaming. É possível apontar “o mais popular” em um cenário tão competitivo? Quem são os maiores concorrentes?
Líderes de Audiência

Para a surpresa de ninguém, a pioneira Netflix segue sendo a mais popular por aqui. No entanto, houve um tempo em que a Netflix reinava praticamente sozinha entre os assinantes de streaming. Atualmente, não faltam concorrentes e a gigante hoje divide 45% deste mercado com a Amazon Prime Video; a primeira com 25% e a segunda com 20% dos usuários.
Enquanto isso, a Disney+ e a HBO Max disputam cabeça por cabeça quem fica no terceiro lugar. Vale ressaltar também a importância da Globoplay neste mercado, sendo a maior plataforma nacional. São tantas opções que quase não sobra tempo para conferir os últimos códigos de bônus sem depósito entre um episódio e outro das séries mais badaladas.
Não é difícil entender porque Netflix e Prime Video reinam sobre as demais. Afinal, elas concentram algumas das séries mais populares do momento, como Wandinha, Stranger Things, The Boys e Fallout, dentre outras. Porém, a receita do sucesso é complexa, levando mais do que conteúdo original e estratégias de marketing espertinhas. A Netflix se destaca pela variedade de planos e pacotes de diferentes valores.
No caso da Prime Video, uma das principais vantagens é a integração com outros produtos Amazon, uma estratégia conhecida como “bundling”. Assim, além de filmes e séries, os usuários podem aproveitar frete grátis em compras e outros benefícios. Além disso, a plataforma de Jeff Bezos também investiu pesado na transmissão de eventos esportivos, atraindo mais do que cinéfilos para a sua base de assinantes.
Disputa Acirrada
No mundo dos streamings, a batalha por uma base cada vez maior de assinantes passa pela política de preços e planos disponíveis. Um plano premium da Netflix, por exemplo, permite ao usuário usar até quatro telas ao mesmo tempo com qualidade 4K Ultra HD. Atualmente, este plano custa por volta de R$60, mas quem quiser pagar menos, pode optar pelo plano com anúncios e duas telas simultâneas em Full HD por apenas R$20,90.
Enquanto isso, a Amazon utiliza uma abordagem diferente. Em vez de diferentes planos, a assinatura Amazon Prime dá acesso também ao streaming de música e games da empresa, além de e-books, fretes grátis e outros benefícios. O valor também é bastante competitivo: por todos estes serviços, o usuário paga uma assinatura mensal de R4 14,90, ou seja, menos do que o plano básico da Netflix.
Entretanto, ambas as gigantes esbarram em obstáculos tecnológicos da realidade brasileira. Por aqui, mais de 80% da população utiliza o smartphone como principal meio de acesso à internet. Ou seja, as plataformas precisam se adaptar à conexões instáveis para oferecerem seus serviços, onde nem todos poderão ter acesso à conteúdo 4K Ultra HD, por exemplo.
Por este motivo, já faz anos que a Netflix investe em compressão de conteúdo para economia de dados em dispositivos Android. Já a Amazon desistiu por completo de transmitir conteúdo 4K no Brasil, em meio a uma batalha judicial com outra gigante da tecnologia, a DivX, que inclusive também tem disputas legais com a Netflix, devido ao uso de sua tecnologia de compressão sem o pagamento do devido licenciamento.

A variedade de plataformas de streaming não causa apenas o entusiasmo dos fãs de filmes e séries, mas também, cansaço. A chamada “fadiga de assinatura” é um fenômeno real, onde os assinantes se sentem sobrecarregados com tantas assinaturas para acompanhar. Além disso, o aumento dos custos com tantas assinaturas acabam também por frustrar os usuários.
Essa “sobrecarga sensorial” vem levando cada vez mais usuários a abandonarem suas assinaturas e retornarem à pirataria. É verdade que a pirataria ainda é bem menos popular no Brasil (e na América do Sul como um todo) do que países europeus ou a Índia, por exemplo. Mesmo assim, trata-se de uma tendência crescente, enquanto a sensação de “não ter nada para assistir” migrou da TV por assinatura com 300 canais para o mundo dos streamings.
Créditos Finais
A Netflix segue liderando o mercado de streamings aqui e lá fora, mas por uma margem muito mais apertada do que em seu período dourado. A Amazon Prime vem conseguindo competir de igual para igual, sem falar em opções como Disney+, HBO Max e Globoplay; já há quem diga que o reinado da Netflix pode estar ameaçado. De qualquer forma, as empresas do setor vão precisar de muita criatividade para contornar a fadiga dos usuários e garantir o próximo mês de assinatura.










































