Mesmo condenado a mais de oito anos de prisão por piadas preconceituosas, o humorista Leo Lins segue em liberdade enquanto recorre da decisão judicial. Em sua atual turnê, marcada por conteúdo ofensivo direcionado a negros, nordestinos, pessoas com HIV e à comunidade LGBT+, Lins voltou a gerar controvérsia — desta vez envolvendo menores de idade.
Ao final de uma de suas apresentações, o comediante realizou um “concurso de talentos” com participação de crianças e adolescentes do público. Diferente do restante do show, essa parte foi autorizada a ser gravada.
Entre os participantes, um menino de aproximadamente 10 anos subiu ao palco para apresentar uma imitação de uma pessoa surda, arrancando risadas da plateia. Em outro momento, um adolescente relatou ter sido expulso da escola anterior por repetir piadas do próprio Leo Lins. Ele contou que disse a um colega, filho de mãe adotiva, que a mãe dele havia sido “achada no lixo”.
O jovem ainda mostrou ao público uma advertência escolar que recebeu por sua conduta e, diante da plateia, chamou a professora responsável pela punição de “arrombada gorda petista”. O comediante não só assinou o documento como foi ovacionado com aplausos entusiasmados.
A cena repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites da comédia, o papel de figuras públicas na formação de jovens e a exposição de crianças a conteúdos discriminatórios.










































