Em um discurso na Assembleia Geral da ONU, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao anunciar que se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. O encontro, que deve ser o primeiro desde a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, foi revelado após um breve e “excelente” encontro entre os dois líderes nos corredores da Assembleia.
Durante sua fala, Trump disse ter tido uma “química excelente” com Lula, chegando a se abraçar com o presidente brasileiro. “Ele parece um cara muito agradável. Ele gostou de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto”, declarou Trump, ressaltando que, apesar de a conversa ter durado menos de um minuto, foi suficiente para que concordassem em marcar uma reunião.
O que está em jogo na reunião?
O encontro entre Trump e Lula acontece em um momento delicado, marcado por tensões comerciais entre os dois países. Desde julho, Washington impôs um “tarifaço” de 50% sobre produtos brasileiros, medida que, segundo o norte-americano, foi uma resposta a “ataques à liberdade de cidadãos norte-americanos” e “censura, repressão e perseguição a críticos políticos” por parte do Judiciário brasileiro.
Apesar da postura dura, o gesto de Trump de elogiar Lula e anunciar a reunião contrasta com a sua posição anterior, quando havia afirmado que não era o momento para um encontro. A expectativa é que a reunião aborde diretamente a questão das tarifas, que impactam diversos setores da economia brasileira.
É importante destacar que, apesar da medida, quase 700 produtos brasileiros foram poupados do tarifaço, incluindo suco de laranja, veículos, combustíveis e aeronaves.
O vídeo do discurso de Donald Trump na ONU, mostrando o momento em que ele fala sobre o encontro com o presidente Lula, reforça a mudança de tom e a possibilidade de um novo capítulo nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
















































