A escolha dos vencedores do Oscar é resultado de um processo estruturado e dividido em etapas, que envolve mais de 10 mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, todos profissionais atuantes na indústria do cinema. O modelo busca garantir que as produções e performances sejam avaliadas por especialistas, respeitando critérios técnicos e artísticos.
A primeira fase da votação é responsável por definir os indicados e ocorreu entre os dias 12 e 16 de janeiro. Nessa etapa, cada integrante da Academia vota apenas nas categorias relacionadas à sua área de atuação. Assim, atores escolhem os indicados nas categorias de interpretação, diretores votam em direção, roteiristas em roteiro, e assim por diante. A exceção é a categoria de Melhor Filme, na qual todos os membros estão aptos a votar, independentemente da especialidade.
Algumas categorias seguem regras próprias, como é o caso de Melhor Filme Internacional. Nessas disputas, os títulos passam por rodadas adicionais de votação a partir de uma pré-lista divulgada em dezembro. O longa brasileiro “O Agente Secreto” está entre os pré-indicados, o que mantém a expectativa por um possível destaque do país na premiação.
Após a divulgação oficial dos indicados, tem início a votação final, que acontece entre 26 de fevereiro e 5 de março. Nessa fase, todos os membros da Academia votam em todas as categorias. Na maioria delas, o vencedor é definido por maioria simples de votos.
A categoria de Melhor Filme, no entanto, adota um sistema diferente: o voto preferencial. Nele, os eleitores ranqueiam os filmes indicados em ordem de preferência. A contagem segue até que uma produção alcance 50% mais um dos votos, método que busca refletir o consenso geral entre os votantes.















































