A Polícia Civil de São Paulo indiciou o influenciador digital Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, por quatro crimes relacionados ao grave acidente de trânsito ocorrido em 20 de agosto do ano passado, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste da capital paulista.
O indiciamento foi formalizado na última segunda-feira (19) e aponta que o influenciador cometeu infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Entre os crimes imputados estão lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente para se esquivar de responsabilidades e inovação artificiosa — caracterizada pela alteração da cena do acidente antes da realização da perícia.
Segundo a investigação, Gato Preto dirigia um Porsche 911 Carrera por volta das 6h30 da manhã, tendo a influenciadora Bia Miranda como passageira. No cruzamento da Avenida Faria Lima com a Rua Elvira Ferraz, o veículo de luxo colidiu violentamente contra um Hyundai HB20, que atravessava a via com o semáforo aberto.
Imagens do sistema de monitoramento Smart Sampa confirmaram que o Porsche avançou o sinal vermelho em alta velocidade e não apresentou qualquer indício de frenagem antes da colisão. Com o impacto, os dois carros foram arremessados em direção ao canteiro central da avenida. Um dos ocupantes do HB20 sofreu fratura na mandíbula.
Testemunhas relataram que, após o acidente, Gato Preto apresentou comportamento agressivo, chegando a rir da situação, humilhar as vítimas e fazer ameaças antes de deixar o local. A fuga ocorreu antes da chegada da polícia.
Ainda de acordo com o inquérito, o segurança de Bia Miranda, que seguia o Porsche em um Hyundai Creta, retirou objetos do interior do veículo acidentado e levou o casal embora, o que comprometeu a preservação da cena e dificultou o trabalho da perícia técnica.
Para a Polícia Civil, o influenciador assumiu o risco ao conduzir o veículo em alta velocidade e sob possível influência de álcool ou substâncias psicoativas. Caso seja condenado por todos os crimes em concurso material, as penas podem ser somadas, podendo chegar a até sete anos de prisão.














































