Neste domingo (8), a banda americana Green Day foi responsável pela apresentação de abertura da 60ª edição do Super Bowl, realizada no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. O grupo liderou a cerimônia com um medley de seus maiores sucessos, incluindo “Holiday”, “Boulevard of Broken Dreams” e “American Idiot”, canção de 2004 conhecida por seu tom crítico ao establishment político dos Estados Unidos.
Embora a música American Idiot seja frequentemente usada pelo grupo para criticar agendas conservadoras — e tenha sido apresentada no Super Bowl — a performance evitou letras explicitamente políticas que a banda vinha utilizando em shows recentes, como menções diretas ao movimento MAGA e ao ex-presidente Donald Trump.
A presença do Green Day no evento ocurre em um contexto de forte tensão política nos EUA. Nos dias que antecederam o Super Bowl, o vocalista Billie Joe Armstrong fez declarações duras contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e agentes dessa agência durante uma apresentação em San Francisco, instando-os a “deixar seus empregos”.
Armstrong também foi alvo de críticas públicas de Donald Trump, que em entrevistas antes do jogo classificou a escolha de Green Day e do artista Bad Bunny — responsável pelo show no intervalo — como “uma péssima decisão” que, na sua opinião, “semearia ódio”.
A apresentação da banda no Super Bowl marcou o início da grande final da NFL e foi seguida pela aguardada performance de Bad Bunny durante o intervalo, em um evento que se tornou, em 2026, um dos palcos mais comentados de debates culturais e políticos.








































