Shakira passou a responder como ré em uma ação judicial no Brasil por suposto plágio na música Shakira: BZRP Music Sessions Vol. 53. O processo tramita na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e foi movido por cinco compositores brasileiros.
A ação também inclui como réus o produtor argentino Bizarrap e empresas ligadas à Sony Music. Os autores alegam que a faixa reproduz elementos centrais da música Tu Tu Tu (2020), composta em 2019 e gravada pela dupla May & Karen.

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O que dizem os compositores
Segundo a petição inicial, há semelhanças na melodia, na estrutura do refrão, na temática e até em elementos visuais dos videoclipes oficiais.
Ao site Metrópoles, o advogado Fredímio Biasotto Trotta afirmou que o processo reúne “evidências técnicas robustas”, incluindo partituras, vídeos comparativos com sobreposição de trechos, análises musicais e estudo do discurso poético das obras.
Na esfera cível, os compositores pedem:
- Reconhecimento do plágio;
- Inclusão como coautores da música;
- Participação nos lucros da obra;
- Indenização por danos morais de R$ 100 mil (R$ 20 mil para cada autor).
Tentativa de acordo e impasse
Antes da judicialização, houve tentativa de acordo extrajudicial. Segundo o advogado, em dezembro de 2024 representantes da Sony Music teriam iniciado tratativas, mas as negociações foram interrompidas.
Ainda conforme a defesa dos compositores, durante as conversas teria havido admissão informal de similaridade e promessa de reconhecimento de coautoria — o que não avançou.
Defesa e argumento de “clichê musical”
No processo cível, a Sony Music apresentou defesa alegando que as similaridades apontadas no refrão decorrem do uso de um “clichê musical”, argumento contestado pelos autores da ação.
A música Shakira: BZRP Music Sessions Vol. 53 venceu o Grammy Latino de Canção do Ano e Melhor Canção Pop em 2023, o que ampliou a repercussão do caso.
Investigação criminal
Além da ação cível, os compositores solicitaram abertura de inquérito criminal para apurar possível violação de direitos autorais. Segundo informações do TV Pop, após discussão sobre competência e recurso apresentado, o caso foi encaminhado à Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde a investigação segue paralelamente.
Até o momento, Shakira e Bizarrap não se pronunciaram publicamente sobre o processo.










































