Embora tenham vivido realidades completamente distintas e atuado em áreas diferentes, Fernanda Montenegro, Martin Luther King Jr. e Anne Frank compartilham um detalhe histórico surpreendente: os três nasceram em 1929, um ano que marcaria profundamente o século XX.
O ano de 1929 ficou registrado na história mundial por acontecimentos decisivos, como a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, que desencadeou a Grande Depressão. Foi também um período de intensas transformações políticas, econômicas e culturais que moldariam as décadas seguintes. Nesse mesmo contexto nasceram três personalidades que, cada uma à sua maneira, deixariam marcas profundas na humanidade.

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Fernanda Montenegro nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, construiu uma trajetória sólida no teatro, na televisão e no cinema, tornando-se um dos maiores nomes das artes cênicas brasileiras. Seu reconhecimento internacional ganhou força com o filme Central do Brasil, que lhe rendeu uma indicação histórica ao Oscar de Melhor Atriz, feito inédito para uma brasileira na época.
Martin Luther King Jr. nasceu em 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, nos Estados Unidos. Pastor batista e líder do movimento pelos direitos civis, tornou-se símbolo mundial da luta contra a segregação racial. Defensor da resistência pacífica, liderou marchas históricas e proferiu discursos que ecoam até hoje, como o célebre “I Have a Dream”. Assassinado em 1968, permanece como referência global na defesa da igualdade e da justiça social.

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, na Alemanha. Adolescente judia durante a ascensão do nazismo, passou parte da juventude escondida com a família em Amsterdã para fugir da perseguição. Durante o período de confinamento, escreveu um diário que se tornaria um dos relatos mais emblemáticos do Holocausto. Publicada após sua morte em um campo de concentração, sua obra transformou-se em símbolo da memória histórica e da resistência humana diante da intolerância.

O fato de esses três nomes terem vindo ao mundo no mesmo ano ressalta como uma mesma geração pode produzir legados profundamente distintos. Uma artista que elevou a cultura brasileira ao cenário internacional, um líder que enfrentou o racismo institucionalizado e uma jovem cuja voz atravessou décadas como testemunho dos horrores da guerra mostram que 1929 não foi apenas um marco econômico, mas também o ponto de partida para histórias que ajudaram a moldar o imaginário coletivo do século XX.










































