Os irmãos da família Cascio, antigos amigos próximos de Michael Jackson, entraram com um processo judicial contra o espólio do artista alegando terem sido vítimas de abuso sexual e tráfico sexual ao longo de vários anos. A ação pede uma indenização que pode chegar a cerca de US$ 2 bilhões — valor que, segundo os autores, seria compatível com os danos sofridos.
De acordo com informações divulgadas pelo site TMZ, Edward Cascio, Dominic Cascio, Marie Porte e Aldo Cascio — irmãos de Frank Cascio, ex-assistente pessoal do cantor — afirmam que foram drogados, estuprados e abusados sexualmente pelo artista durante uma década.

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Alegações de abusos desde a infância
Segundo o processo, os abusos teriam começado quando alguns dos irmãos tinham apenas sete ou oito anos de idade. Eles afirmam que o cantor se aproximou da família por meio de presentes, promessas, demonstrações de afeto e acesso ao estilo de vida de celebridade.
Após conquistar a confiança dos jovens, Jackson teria passado a isolá-los entre si e do restante da família, segundo os relatos apresentados na ação.
Os irmãos também alegam que os episódios ocorreram durante viagens nacionais e internacionais, incluindo destinos como Suíça, África do Sul e Reino Unido. Eles afirmam ainda que o cantor frequentemente estaria sob efeito de medicamentos controlados.
Pagamentos após documentário
A família afirma que, após o lançamento do documentário Leaving Neverland, cada um dos cinco irmãos passou a receber pagamentos anuais de aproximadamente US$ 690 mil, o equivalente a cerca de R$ 3,5 milhões. O advogado dos Cascio sustenta que os valores são insuficientes diante da gravidade das acusações.
Por isso, a nova ação judicial busca uma indenização significativamente maior.
Defesa nega acusações
A defesa do espólio de Michael Jackson nega veementemente as alegações. Marty Singer, advogado que representa os interesses do patrimônio do cantor, classificou as acusações como tentativa de extorsão.
Segundo ele, as declarações atuais contradizem o que Frank Cascio afirmou em 2011, quando publicou um livro relatando sua amizade com o artista e declarou que o amor de Jackson pelas crianças era “inocente e profundamente incompreendido”.








































