A influenciadora e bailarina Thais Carla, de 34 anos, relembrou episódios de gordofobia que enfrentou antes de perder 85 quilos após realizar uma cirurgia bariátrica em abril do ano passado. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ela afirmou que o preconceito contra pessoas gordas cria barreiras que dificultam o acesso à saúde e ao bem-estar.
Segundo Thais, a discriminação estrutural faz com que muitas pessoas deixem de procurar ajuda médica ou frequentar academias por medo de constrangimento.
A influenciadora contou que já passou por situações de exclusão em espaços que deveriam incentivar a prática de exercícios. “Já teve vez que fui a uma academia e não tinha catraca para eu passar. Como é que um ambiente voltado para a perda de peso não tem acesso para uma pessoa gorda entrar?”, questionou.
Ela também criticou comentários comuns direcionados a pessoas com obesidade, como a frase “é só fechar a boca e emagrecer”, que, segundo ela, ignoram fatores sociais e emocionais envolvidos.
“É muito bizarro alguém dizer isso sem pensar no contexto da pessoa. Como emagrecer se a própria sociedade parece dizer que você não deveria nem existir?”, afirmou.
Durante a entrevista, Thais também destacou que a gordofobia pode ter consequências graves para a saúde mental. Segundo ela, o preconceito pode contribuir para quadros de depressão e sofrimento psicológico.
“Existe muito ódio. Conheci pessoas que entraram em depressão e até tiraram a própria vida. Algumas fizeram bariátrica e emagreceram, mas ainda não se sentem resolvidas consigo mesmas”, relatou.
A influenciadora reforçou que a discussão sobre gordofobia vai além da obesidade em si e envolve a forma como pessoas gordas são tratadas socialmente.
“É uma doença? É. Mas estamos falando desse estigma horroroso sobre pessoas gordas. O meu corpo chega antes de eu falar qualquer coisa, e muitas vezes as pessoas ficam cochichando ou olhando”, disse.
Por fim, Thais Carla defendeu mais empatia no tratamento com pessoas gordas, especialmente com mulheres, que, segundo ela, enfrentam ainda mais pressão social.
“É preciso olhar para essas pessoas com delicadeza e respeito. É um corpo muito marginalizado, principalmente quando se trata de mulheres”, concluiu.











































