O cantor e compositor Marcus Lucenna morreu na última quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 68 anos. Conhecido por sua forte atuação na valorização da cultura nordestina, o artista também foi gestor da tradicional Feira de São Cristóvão, espaço onde será realizado seu velório.
A despedida acontecerá nesta sexta-feira (7), a partir das 13h, no próprio centro cultural localizado na Zona Norte do Rio. A cremação está prevista para ocorrer após as 17h, em cerimônia reservada apenas para familiares. A causa da morte não foi divulgada.
Trajetória marcada pelo forró e pela cultura nordestina
Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Marcus Lucenna se mudou para o Rio de Janeiro ainda adolescente, aos 16 anos, com o objetivo de construir carreira na música. Inspirado por grandes nomes do forró, especialmente Luiz Gonzaga, ele também incorporou elementos da literatura de cordel em suas apresentações e composições.
Ao longo da carreira, lançou diversos discos autorais e ficou conhecido por apresentações animadas, que misturavam repertório próprio com clássicos do gênero. Nos shows, Lucenna costumava improvisar e adaptar o repertório de acordo com a interação com o público.
Atuação cultural e legado
Além da carreira musical, Marcus Lucenna teve forte atuação na promoção da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Ele administrou por seis anos a Feira de São Cristóvão, oficialmente chamada de Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, ajudando a fortalecer o espaço como um dos principais polos culturais dedicados às tradições do Nordeste no país.
O artista também apresentou programas de rádio, escreveu colunas em jornais voltadas à cultura nordestina e integrou a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira de número sete.
Marcus Lucenna deixa cinco filhos e quatro netos. Seu trabalho é lembrado como um importante elo entre o Nordeste e a cena cultural do Rio de Janeiro, mantendo vivas tradições musicais e literárias da região.











































