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Morre o touro Bipolar, ícone do rodeio nacional, aos 18 anos

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Touro Bipolar morreu aos 18 anos de idade - Foto: Bruno Mulato

Um dos maiores nomes da história do rodeio brasileiro, o touro Bipolar morreu nesta quinta-feira (25), aos 18 anos, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pelo empresário Paulo Emílio, da Cia Paulo Emílio de Rodeios. Segundo ele, a morte ocorreu por causas naturais, em razão da idade avançada do animal.

“Hoje nos despedimos de um verdadeiro gigante. O touro Bipolar não foi apenas um touro de rodeio — foi o melhor de todos os tempos, um símbolo de força, respeito e história dentro do rodeio”, declarou o empresário.

Bipolar estava aposentado e vivia na Fazenda Santa Martha, localizada em Icém (SP).


Carreira histórica e recordes

Ao longo de oito anos de competições, Bipolar construiu uma trajetória impressionante. O animal conquistou cerca de 80 fivelas — prêmio dado ao melhor touro das competições — e foi eleito quatro vezes o melhor touro da PBR Brasil.

Além disso, venceu três vezes o título de melhor touro da tradicional Festa do Peão de Barretos, nos anos de 2012, 2016 e 2017.

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira aconteceu em 2013, durante um rodeio em Londrina (PR), quando atingiu a nota de 94,38 pontos — a maior já registrada na história da PBR Brasil.

Em sua última apresentação, em 2018, no rodeio de Barretos, Bipolar encerrou a carreira de forma emblemática ao derrubar um peão em apenas quatro segundos.


Personalidade única e legado genético

Considerado um verdadeiro astro do esporte, Bipolar frequentemente era comparado a outros grandes nomes do rodeio nacional, como Bandido e Agressivo, dois dos touros mais premiados do país.

Diferente deles, no entanto, Bipolar chamava atenção por seu comportamento fora da arena: dócil no dia a dia, mas extremamente explosivo durante as competições — característica que inspirou seu nome.

Entre suas marcas registradas estava o movimento de giros intensos, muitas vezes “de ponta cabeça”, utilizado para derrubar os peões.

Com cerca de 1,1 tonelada, o animal também deixou um importante legado na genética de touros de rodeio no Brasil, sendo um dos que mais contribuíram para o aprimoramento da linhagem esportiva no país.

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