O cineasta argentino Luis Puenzo morreu na última terça-feira (21/4), aos 80 anos. Reconhecido internacionalmente, ele marcou a história do cinema ao dirigir o primeiro filme da Argentina a conquistar um prêmio da Academia.
A causa da morte não foi divulgada. Nos últimos anos, Puenzo estava afastado da vida pública enquanto tratava problemas de saúde.
Seu maior legado veio em 1985, com o longa A História Oficial, uma obra impactante que aborda a repressão durante a ditadura militar argentina. O filme fez história ao vencer, em 1986, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro — um marco inédito para o país.
A produção contou com atuações de Héctor Alterio e Norma Aleandro, além de receber indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original, assinado por Puenzo em parceria com Aída Bortnik.
Ao longo da carreira, o diretor também esteve à frente de obras como Gringo Velho (1989) e A Peste (1992), consolidando seu nome no cenário internacional. Além do trabalho artístico, teve atuação relevante na política cultural argentina, participando da criação da Lei do Cinema, aprovada em 1994, e presidindo o Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais.
Luis Puenzo deixa um legado duradouro, sendo lembrado como um dos grandes nomes do cinema latino-americano.









































