O rádio vive uma nova fase. Para Tuka Carvalho, empresário do setor de comunicação e um dos nomes à frente das transformações do rádio popular brasileiro, o meio atravessa um momento de expansão que vai muito além das transmissões tradicionais. Hoje, rádio, música, vídeo, podcasts, redes sociais e inteligência artificial caminham juntos em uma nova forma de produzir e consumir entretenimento.
À frente da FM O Dia, a rádio mais ouvida do país, Tuka acompanha de perto as mudanças que vêm transformando a maneira como artistas, comunicadores e o público se conectam diariamente. Streaming, vídeos curtos, transmissões ao vivo, conteúdos sob demanda e inteligência artificial já fazem parte da rotina do rádio moderno.
“O rádio tem uma potência gigantesca de conteúdo sendo produzido todos os dias em tempo real. A grande virada hoje é entender como transformar tudo isso em cortes, vídeo, distribuição digital e presença constante nas plataformas”, afirma.
Segundo Tuka, o rádio possui uma vantagem importante nesse novo cenário: a proximidade com a audiência e a capacidade de gerar conteúdo ao vivo todos os dias.
“O rádio já produz entretenimento, informação, debate, música, humor e conversa em tempo real o dia inteiro. Isso já nasce pronto. O desafio agora é transformar esse conteúdo em múltiplos formatos e fazer ele circular além da transmissão tradicional”, explica.
Esse movimento já faz parte da estratégia da FM O Dia, que vem ampliando sua atuação digital através de projetos de conteúdo e curadoria artística. Entre os destaques estão a Pagodeira, considerada um dos maiores canais de lançamentos de pagode para artistas e grupos independentes, e o Bulldog Show, voltado para debates sobre indústria fonográfica, bastidores da música e temas em alta no entretenimento.
Somando seus projetos digitais, a FM O Dia já ultrapassa 2,6 milhões de inscritos e 850 milhões de visualizações apenas no YouTube, consolidando também sua presença no ambiente digital.
“O consumo mudou muito rápido. Hoje o conteúdo nasce no ao vivo, mas continua circulando depois em vídeo, corte, podcast, rede social e diferentes plataformas. O rádio passou a ter um papel muito forte como gerador de conteúdo diário”, diz.
O crescimento do setor também reforça essa transformação. O número de rádios licenciadas no Brasil segue em expansão, demonstrando a força e a capacidade de adaptação do meio diante das novas tecnologias e dos novos hábitos de consumo.
“A tecnologia veio para maximizar ainda mais o tamanho e a relevância do rádio. Quem entender a força do conteúdo que já é produzido diariamente vai sair na frente nos próximos anos”, conclui.










































