O bispo católico Osório Citora Afonso, de 54 anos, foi morto a tiros neste sábado (6) em sua residência na cidade de Quelimane, no centro de Moçambique. A morte do religioso, recentemente nomeado pelo papa Leão XIV para liderar uma região eclesiástica do país, provocou comoção entre autoridades civis e religiosas.
De acordo com informações da polícia moçambicana, Afonso foi atingido por um disparo no peito. As circunstâncias do crime ainda estão sendo investigadas, e até o momento não há informações sobre suspeitos ou a motivação do assassinato.
Em entrevista à imprensa, o porta-voz da polícia, Maximino Amílcar, afirmou que as investigações seguem em estágio inicial. Segundo ele, os peritos trabalham para esclarecer os detalhes do caso e determinar como ocorreu o ataque.
O Vaticano divulgou uma nota oficial informando que o papa Leão XIV recebeu a notícia com “profunda tristeza” e lamentou o ato de violência que resultou na morte do bispo.
O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, também se pronunciou sobre o caso. Em comunicado, classificou a morte de Afonso como “uma perda irreparável para a sociedade moçambicana” e manifestou solidariedade aos familiares, fiéis e membros da Igreja Católica.
A Conferência Episcopal de Moçambique destacou que o religioso foi encontrado morto em “circunstâncias estranhas que devem ser esclarecidas”, reforçando o pedido por uma investigação rigorosa e transparente.
Moçambique abriga uma das maiores comunidades católicas da África Austral. Segundo o censo mais recente do país, cerca de 25% da população se declara católica.
As autoridades seguem apurando o caso, enquanto líderes religiosos e a população aguardam respostas sobre o crime que abalou a comunidade católica moçambicana.











































