Duane “Keffe D” Davis foi condenado nesta terça-feira (13/10) a uma pena de 40 anos à prisão perpétua pelo envolvimento no assassinato do rapper Tupac Shakur, morto a tiros em 13 de setembro de 1996, aos 25 anos, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Durante a leitura da sentença, a juíza Carli Kierny afirmou, segundo a revista People, que o mundo nunca se esqueceu de Tupac e de sua morte. A magistrada também declarou que Davis enfrentaria a Justiça pelo crime.
O período de 40 anos corresponde ao tempo mínimo de cumprimento da pena antes que o condenado possa solicitar liberdade condicional.

Em 31 de agosto deste ano, um júri do Condado de Clark, em Nevada, considerou Davis culpado de homicídio com uso de arma letal. A condenação representa o primeiro desfecho judicial contra um responsável pelo assassinato do artista, ocorrido há quase três décadas.
Como aconteceu o assassinato de Tupac Shakur
Considerado um dos nomes mais influentes da história do rap, Tupac Shakur foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996, em Las Vegas. Ele morreu seis dias depois, em decorrência dos ferimentos.
De acordo com as conclusões apresentadas no julgamento, Davis teria planejado o ataque e fornecido a arma utilizada por Orlando Anderson, apontado como o autor dos disparos.
A motivação do crime estaria relacionada a uma briga envolvendo Tupac e Anderson, horas antes do tiroteio. O episódio teria desencadeado uma disputa que culminou no assassinato do rapper.
Na noite do ataque, Tupac estava em um BMW conduzido por Marion “Suge” Knight, então uma das principais figuras da indústria do hip-hop. Um Cadillac branco se aproximou do veículo, e os ocupantes abriram fogo contra o carro.
Investigação durou décadas
O caso permaneceu sem uma solução judicial por muitos anos, em meio a dificuldades na investigação e à falta de provas suficientes para levar os responsáveis à condenação.
Novas informações obtidas ao longo do tempo colocaram Duane Davis no centro das investigações. Ele foi preso em setembro de 2023 e, desde então, declarou-se inocente das acusações.
Davis era apontado como um dos líderes da gangue South Side Compton Crips, de Los Angeles, nos Estados Unidos. Sua condenação representa um marco em um dos casos mais emblemáticos e controversos da história da música e da cultura hip-hop.












































