Preso há uma semana sob acusações de exploração sexual, inclusive de crianças, e suposto tráfico humano, o dançarino e influenciador Hytalo Santos teve cerca de R$ 20 milhões em bens bloqueados pela Justiça do Trabalho da Paraíba. A decisão também atinge o companheiro dele, Israel Nata Vicente, e envolve carros, empresas e valores em contas bancárias.
O Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) conduz outras investigações contra Hytalo, incluindo suspeitas de ocultação patrimonial. Em processo sob sigilo, o órgão aponta indícios de “movimentação financeira atípica” e manobras de “blindagem, ocultação e dissipação patrimonial”.
O caso veio à tona no fim de dezembro de 2024, após denúncia anônima. De acordo com o procurador do trabalho Flávio Gondim, os vídeos publicados pelo influenciador evidenciam a prática de exploração do trabalho infantil.
Possíveis crimes
O MPT apura se Hytalo cometeu três crimes trabalhistas e penais:
- trabalho infantil digital,
- exploração sexual,
- tráfico de pessoas.
As investigações também analisam festas organizadas por ele, nas quais adolescentes teriam participado consumindo bebidas alcoólicas e realizando topless. Há ainda suspeita de que Hytalo oferecia presentes para obter a emancipação de menores de idade.
O influenciador, que já havia sido alvo de críticas públicas da apresentadora Antonia Fontenelle, voltou ao centro da polêmica após o youtuber Felca denunciar práticas ilícitas em seus conteúdos.
Apesar das acusações, Hytalo recebeu recentemente apoio público de Kamylinha, a primeira criança a gravar vídeos de dança para suas redes sociais, que relatou em defesa do influenciador ter sido vítima de agressões na infância cometidas pelo próprio pai.









































