O rapper Kayblack lança hoje (31) o seu novo álbum, “A Cara do Enquadro”. No projeto, lançado pela Warner Music Brasil e GR6, artista mergulha profundo em suas origens para dialogar com um país.
O disco traz 10 faixas que misturam dores e glórias, fé e revolta, em uma estética
musical poderosa, plural e, sobretudo, negra. Ao seu lado, ainda colaboram nomes como KLJay, MC Hariel, LPT Zlatan e Kyan.
No texto de introdução, Kayblack já adverte: “somos mais que estatística, mais que estereótipo, somos multidão”. Para, em seguida, se unir ao KLJay, integrante do grupo
Racionais MC’s, e provar que a solução (que também atrai problemas) de diferentes
gerações negras continua sendo o “Maldito Papel”. Como ele versa no estilo boompab:
“Levanta cedo e vai atrás / Procure sempre ser voraz / Disposição pra querer mais / Mais,
mais dinheiro”.
No texto de introdução, Kayblack já adverte: “somos mais que estatística, mais que estereótipo, somos multidão”. Para, em seguida, se unir ao KLJay, integrante do grupo Racionais MC’s, e provar que a solução (que também atrai problemas) de diferentes gerações negras continua sendo o “Maldito Papel”. Como ele versa no estilo boompab: “Levanta cedo e vai atrás / Procure sempre ser voraz / Disposição pra querer mais / Mais, mais dinheiro”.
A faixa-foco do projeto, o trap “Concreto e Aço”, resume bem a era atual do artista: reforça a sua conduta e fé inabaláveis, apesar do cotidiano ser um campo minado — onde não se pode escorregar.
Letra de Concreto e Aço de Kayblack
Ei, an
Oh-oh
Oh-oh-oh-oh
A grana vem do corre, a humildade vem de berço
Nego isso não tem preço
Minha dignidade nada compra
Mas não se vende quando vê as onça
Menor de fé comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço
E as folha nunca vai comprar sua paz
Sua postura só se mostrar falha
Levo ensinamentos, do meu pai
A palavra é um tiro ouve mais do que fala
Eu cresci no meio das rua, nela eu tive que ser forte
Apanhei das viatura e na cara dura
Alguns parceiro nem teve essa sorte
Bateu de cara com a Blaze, bateu de frente com a morte
Tava no meio da cena e a cena foi forte
Alvejado dentro de um EcoSport, então
Quem que vai fechar? Quem que vai ficar?
Quem que vai correr? Quando trombar de frente (Aiai)
A grana vem do corre, a humildade vem de berço (Berço)
Nego isso não tem preço (Não tem preço)
Minha dignidade nada compra (Nada compra)
Mas não se vende quando vê as onça (Quando vê as onça)
Menor de fé comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto (Branco e preto)
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço (E aço)
Construindo meus passo por passo
Deus é arquiteto, eu boto a mão na massa (Na massa)
Martelando as ideia pra ir de conta
Com cada prego que se destaca (Destaca)
Passar papo nunca foi minha cara
Quando rasga a sujeira as mancada
Não saí despercebido na quebra
Ta sujeito à levar caibrada
Na diversidade, um passo em falso
Desconsidera todo um legado
Erra quem quer, quem não pode é eu
Maloqueiro bom, dos conceituado
Procuro um rastro, não acha falha
Oposição é fogo de palha
Que até acende mas logo apaga
Tá no bigode, o fio da navalha
A grana vem do corre, a humildade vem de berço (Berço)
Nego isso não tem preço (Não tem preço)
Minha dignidade nada compra (Nada compra)
Mas não se vende quando vê as onça (Quando vê as onça)
Menor de fé comigo eu carrego meu terço
Embaixo do manto da cor branco e preto (Branco e preto)
Minha conduta segue inabalável
Igual minha estrutura de concreto e aço (E aço)















































