A apresentadora Luciana Gimenez, de 56 anos, divulgou nesta segunda-feira (9) uma carta aberta após ter seu nome mencionado em documentos oficiais relacionados ao caso Jeffrey Epstein. O material foi tornado público pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim de janeiro, como parte de um amplo pacote de arquivos da investigação.
Na nota, a apresentadora afirma não ter qualquer ligação com o empresário norte-americano, condenado por crimes sexuais e encontrado morto em 2019 enquanto aguardava julgamento. Segundo o comunicado, as movimentações financeiras citadas nos registros dizem respeito apenas a transferências entre contas de sua própria titularidade.
“Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele”, afirma o texto.
“A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações.”
Contato com banco e esclarecimentos
Após identificar a menção a seu nome nos documentos divulgados no site do Departamento de Justiça americano, Luciana informou ter procurado o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição na qual mantinha conta, para esclarecer a origem da vinculação. Segundo a assessoria, ela aguarda uma resposta oficial do banco.
Ainda de acordo com a nota, informações preliminares indicam que o governo dos Estados Unidos teria requisitado, à época, registros bancários de clientes em determinados períodos, sem filtragem nominal específica. Com isso, os arquivos teriam sido publicados integralmente na plataforma oficial, sem análise individual prévia.
A defesa sustenta que os documentos incluem nomes de diversos correntistas que não possuem qualquer relação com o caso Epstein.
“As movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma”, diz outro trecho do comunicado.
Luciana Gimenez afirma que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e pediu “cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações”, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos à sua reputação.
O que são os “Arquivos Epstein”?
Os documentos divulgados em 30 de janeiro integram um conjunto de aproximadamente 3,5 milhões de páginas relacionadas à investigação sobre Jeffrey Epstein. O material inclui extratos bancários, e-mails e outros registros que mencionam diversas figuras públicas.
A simples citação de nomes nos arquivos, no entanto, não implica necessariamente envolvimento em atividades ilícitas.
Jeffrey Epstein foi um financista bilionário norte-americano, acusado e condenado por crimes sexuais envolvendo menores. Ele mantinha conexões com políticos, empresários, artistas, membros da realeza e outras personalidades influentes ao redor do mundo. Parte do conteúdo inicialmente publicado chegou a ser retirada do site do Departamento de Justiça após vítimas relatarem exposição indevida de dados pessoais, como nomes, idades, endereços e imagens.
O caso segue repercutindo internacionalmente, especialmente diante da divulgação em massa de documentos que mencionam diferentes personalidades, ainda que sem comprovação de envolvimento direto em crimes.









































