O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, anunciou nesta segunda-feira (19) que ingressou com uma ação judicial contra o ator José Ivaldo Gomes de Andrade Filho, conhecido como Tuca Andrada. O processo tramita na Justiça de Santa Catarina e tem como base publicações feitas pelo artista nas redes sociais, que, segundo Hang, teriam incentivado atos de vandalismo contra a empresa.
A ação se refere a um episódio ocorrido em setembro de 2025, quando uma réplica da Estátua da Liberdade foi incendiada em uma unidade da Havan em Petrolina, no sertão de Pernambuco. De acordo com o empresário, uma postagem feita por Tuca Andrada após o incidente teria comemorado o ataque e estimulado outras pessoas a praticarem ações semelhantes.
“Diariamente sou alvo de apelidos pejorativos e não me importo. O que não posso aceitar é que incentivem outros ‘militontos’ a cometer crimes, como atear fogo, apenas porque pensamos diferente”, escreveu Hang em suas redes sociais ao comentar a decisão de acionar a Justiça.
O empresário pede uma indenização de R$ 50 mil por danos morais. Segundo ele, a medida é necessária para coibir novos episódios de violência. “Se nada for feito, essas atitudes tendem a se repetir: mais estátuas queimadas, mais ‘ódio do bem’ e mais impunidade”, afirmou.
Tuca Andrada, que tem carreira consolidada no cinema e na televisão e é bastante ativo nas redes sociais, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo. Mesmo diante de questionamentos diretos de seguidores, o ator não comentou a ação movida por Luciano Hang. A publicação citada pelo empresário segue disponível na rede social Threads.
Incêndio em unidade da Havan
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, imagens do circuito de segurança mostram que dois homens chegaram à estrutura da estátua durante a madrugada, atearam fogo e fugiram em seguida. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas, que chegaram a atingir parte de um terreno vizinho. Ninguém ficou ferido, e apenas a base metálica da estátua permaneceu intacta.
A polícia instaurou um inquérito para apurar os crimes de dano ao patrimônio e incêndio doloso. Em nota oficial divulgada à época, a Havan classificou o ocorrido como um “ato criminoso” e afirmou que acompanharia as investigações.
“A empresa não vai tolerar ataques contra o patrimônio e contra um dos símbolos que representam a marca e a liberdade”, destacou o comunicado.
















































