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Música

Mesmo com seu fim anunciado, iTunes segue operando com vendas substanciais pelo mundo

Um dos marcos da forma como se consome música, o iTunes teve seu fim anunciado há pouco mais de um ano pela Apple. Outrora visto como “a menina dos ovos de ouro”, o serviço passou a ser desencorajado pela sua própria criadora, que optou por promover opções mais modernas e alinhadas com a demanda de mercado atual. Resumindo: a cultura de fazer o download de músicas acabou!

Entre enfrentar a pirataria e a crescente demanda pelo streaming, o serviço já foi substituído pela Apple Music. E não apenas, durante sua conferência anual com desenvolvedores em 2019, a Apple anunciou que as funcionalidades do serviço seriam dividas em três aplicativos: Podcasts, TV e Music.

Sucesso em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, no Brasil o iTunes de fato nunca emplacou de forma consistente. Além do brasileiro ser adepto ao “jeitinho” único que a população dá, para obter produtos de forma grátis na rede, o serviço da Apple enfrentou um outro obstáculo por aqui: o preço dos produtos eletrônicos da própria Apple, que no Brasil são altíssimos. Boa parte da vida útil da plataforma operou exclusivamente para produtos da sua criadora.

Não se pode negar que o serviço pioneiro se tornou um marco na indústria musical com a invenção do iPod, em 2001.  A loja virtual da Apple possibilitou aos consumidores uma forma fácil e legal de baixar música. Na época do lançamento, as músicas custavam, em média US$ 0,99 – hoje são vendidas a US$ 1,29. Multiplique esse valor pelo praticado no dólar comercial no Brasil, e temos quase R$ 6,50 por uma única música. Para o consumidor, pagar esse valor por um único arquivo não compensa, uma vez que, por um pouco mais ele tem acesso à milhões de músicas em serviços de streaming. Para tentar atrair a atenção, então os valores passaram a não serem convertidos e apenas praticados em real, por mais que isso representasse prejuízo para a empresa. Não deu certo.

Além disso, o ranking das músicas mais vendidas foi usado por muito tempo como métrica para medir o sucesso de um lançamento. Hoje esse padrão não existe mais. A própria Billboard alterou suas métricas, incluindo serviços que antes não eram sequer computados nos resultados, como YouTube e números em stream.

Abaixo você confere o performado hoje no Brasil. Como exemplo citaremos duas músicas lançadas há menos de 24 horas, com amplo engajamento nas redes sociais: “Paloma”, Fred de Palma e Anitta, e “Cobra Venenosa”, de Ludmilla. Enquanto a primeira soma mais de 30 unidades vendidas, a segunda não chegou a uma dezena de unidades.

 

Mesmo com seu fim anunciado, iTunes segue operando com vendas substanciais pelo mundo

Foto: Print retirado do site digitalsalesdata.com

Em termos de valores, enquanto Fred de Palma disponibilizou a música por R$ 1,90, somando R$ 60, 80 em faturamento, amúsica de Ludmilla foi ainda pior, apesar de ter sido posta à venda por R$ 2,90.

Mesmo com seu fim anunciado, iTunes segue operando com vendas substanciais pelo mundo

Ranking das músicas mais vendidas no iTubes Brasil (print retirado do site https://kworb.net/popbr/ às 16h30 de 03/07/2020)

 

Mesmo com seu fim anunciado, iTunes segue operando com vendas substanciais pelo mundo

Foto: Print retirado da Loja da Apple.

Fazendo um comparativo com o resultado global, as vendas ainda são substanciais. Como você pode ver no ranking abaixo, com quase 4 mil unidades de downloads pagos tendo sido efetivados para a faixa “Got What I Got”, do Jason Aldean.

Mesmo com seu fim anunciado, iTunes segue operando com vendas substanciais pelo mundo

Foto: Print retirado do site digitalsalesdata.com

Apesar disso, ainda é correto dizer que uma música conseguiu um feito importante ao atingir o topo do famoso chart. Ora, com tantas possibilidades de consumo do mesmo tipo de produto, alguém ainda está disposto a comprar uma música, filme e outros. Na era do streaming, o CD e o download se tornaram relíquias, e seguirão o mesmo destino que o disco de vinil – também tratado como obsoleto – tomou: para colecionadores.

Written By

Diego Cartaxo é radialista, jornalista e empreendedor digital. Com trajetória marcada pela inovação na comunicação e no entretenimento, é fundador e Editor-chefe do Portal POP Mais, hoje considerado um dos principais veículos independentes de cultura pop e variedades em crescimento no Brasil. Antes do site, trabalhou na TV Metrópole, onde atuou na reestruturação da marca e da programação da emissora.

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