O artista paulistano Meu Nome É Francisco lançou o álbum “Só O Tempo Que Dá Nome Às Coisas”, seu primeiro trabalho completo, reunindo uma proposta sonora que mistura MPB, música pop, elementos eletrônicos, trap e influências de ritmos afro-latinos. O projeto reúne dez faixas e apresenta uma sonoridade que dialoga com diferentes vertentes da música contemporânea brasileira.
Por trás do projeto está Daniel Francisco, cantor, compositor e instrumentista natural de São Paulo. Formado em produção musical e canto popular, o artista também dirige o estúdio e selo PreguiSom, sediado na zona norte da capital paulista, que aposta em uma abordagem livre e experimental dentro da música urbana.
No álbum, Francisco explora diferentes linguagens musicais e estéticas, criando uma experiência que busca ir além do formato tradicional de disco. Segundo o artista, o trabalho apresenta reflexões sobre diferentes percepções de tempo — passado, presente e futuro — conectadas por ritmos variados e narrativas sensíveis.
As composições transitam entre atmosferas oníricas e experimentações sonoras. Algumas faixas misturam bossa nova com batidas de drum & bass, enquanto outras exploram arranjos com influência do jazz, baião contemporâneo e ritmos afro-brasileiros como afoxé e ijexá. A diversidade sonora reforça a proposta do projeto de unir tradição e modernidade em um mesmo universo musical.
O disco também conta com participações de artistas da nova cena musical brasileira, como Alan Bernardes, Eluna, Ariele Porto, Baobá, Marcos Paiva e Daniel Carlomagno, ampliando o diálogo entre diferentes estilos e perspectivas criativas.
Além da experiência sonora, o projeto também se expande para conteúdos audiovisuais e um espetáculo inspirado no conceito do álbum, reforçando a proposta artística de Meu Nome É Francisco de integrar música, imagem e performance em uma narrativa mais ampla.











































