Milton Chumbinho Becker, referência histórica do motocross brasileiro, morreu na tarde deste sábado (31/1) após um acidente de trânsito na rodovia SC-305, na divisa entre os municípios de Campo Erê e São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 16h30, na cabeceira da ponte sobre o rio Três Voltas. A motocicleta conduzida por Chumbinho saiu da pista e caiu em uma ribanceira às margens da rodovia.
Vítima conduzia motocicleta de alta cilindrada
A vítima pilotava uma Yamaha MT-09 Tracer, com placas de Iporã do Oeste. Quando os socorristas chegaram ao local, o motociclista foi encontrado caído ao lado do veículo, já sem sinais vitais.
Após o isolamento da área, a ocorrência foi assumida pela Polícia Militar Rodoviária.
Possíveis causas do acidente
De acordo com a PMRv, uma das hipóteses levantadas inicialmente é que o acidente possa ter sido causado por excesso de velocidade aliado às más condições da via. As circunstâncias exatas ainda serão investigadas pelas autoridades.

Quem era Chumbinho Becker
Natural do interior de Itapiranga, município vizinho a Iporã do Oeste, Milton Becker, conhecido nacionalmente como “Chumbinho”, é considerado um dos maiores nomes da história do motocross brasileiro.
Ele iniciou no esporte ainda jovem e construiu uma carreira marcada por longevidade, regularidade e títulos, tornando-se uma referência principalmente no Oeste de Santa Catarina.

Carreira vitoriosa no motocross
Ao longo de cerca de 35 anos de carreira, iniciada em 1983, Chumbinho Becker conquistou mais de 27 títulos nacionais, com destaque para as categorias:
- MX3
- MX4
- Supercross
Seu desempenho o transformou em inspiração para várias gerações de pilotos, sendo reconhecido dentro e fora das pistas.
Legado e reconhecimento
A importância de Chumbinho para o esporte foi tamanha que sua trajetória chegou a ser homenageada em exposições no Museu Comunitário de Itapiranga. Mesmo após se afastar das competições, ele continuava ligado ao meio esportivo e atuava profissionalmente no setor de transportes.
A morte do multicampeão gerou forte comoção entre atletas, admiradores e a comunidade esportiva, especialmente no Oeste catarinense, onde seu nome é sinônimo de motocross.











































