Morrreu, aos 19 anos, a influenciadora digital Isabel Veloso. Conhecida por documentar sua batalha contra o Linfoma de Hodgkin, Isabel tornou-se um símbolo nacional de resiliência ao compartilhar, com honestidade e doçura, os desafios e as vitórias de viver sob cuidados paliativos. O falecimento foi confirmado pelo pai da influenciadora, Joelson Veloso, por meio das redes sociais.
Uma trajetória de fé e luta
Isabel recebeu o diagnóstico de câncer aos 15 anos. Após enfrentar sessões de quimioterapia e um transplante de medula óssea, a jovem viu sua história ganhar repercussão nacional em 2024, quando anunciou que a doença havia sido classificada como terminal. Na época, os médicos previam apenas seis meses de vida.
Contrariando as estatísticas, Isabel não apenas sobreviveu ao prognóstico inicial, mas utilizou sua voz para desmistificar o conceito de “terminalidade”. Ela ensinou a milhões de seguidores que cuidados paliativos não são sobre morrer, mas sobre viver com dignidade o tempo que resta.
O sonho da maternidade e do casamento
Em abril de 2024, Isabel realizou um de seus maiores desejos ao casar-se com Lucas Borbas. A união, celebrada com ampla cobertura nas redes sociais, foi um marco de esperança em meio ao tratamento.
Pouco tempo depois, a influenciadora surpreendeu o público ao anunciar sua gravidez. Apesar dos riscos e das críticas que enfrentou, Isabel defendeu seu direito de gerar uma vida. Em dezembro de 2024, nasceu Arthur, a quem ela chamava de seu “milagre vivo”. A maternidade deu a Isabel uma nova força, e ela frequentemente afirmava que seu filho era a razão pela qual continuava a lutar contra as complicações respiratórias e as crises de saúde que se tornaram frequentes em 2025.
O legado nas redes sociais
Com mais de 3 milhões de seguidores (considerando Instagram e TikTok), Isabel transformou a dor em propósito. Suas postagens variavam entre atualizações médicas delicadas e momentos cotidianos de alegria, provando que é possível encontrar beleza mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Recentemente, Isabel havia passado por um novo transplante de medula, com o pai como doador, em uma última tentativa de estabilizar sua condição. Sua partida deixa um vazio na comunidade de pacientes oncológicos, mas seu impacto permanece na forma como o Brasil discute o direito à vida e à qualidade do fim dela.
















































