Morreu neste domingo (21) a atriz Nicette Bruno, aos 87 anos. Ela estava internada com Covid-19 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São José, no Humaitá, no Rio de Janeiro.
Internada há quase duas semanas, o quadro da artista já “era considerado muito grave”. Nicette estava sedada e dependente de ventilação mecânica.
No Instagram, Beth Goulart postou uma homenagem à atriz da Globo, mais ou menos no horário em que o hospital confirmou o óbito da atriz.
“A Casa de Saúde São José informa que a atriz Nicette Bruno, que estava internada no hospital desde 26 de novembro de 2020, faleceu hoje, às 11h40, devido a complicações decorrentes da Covid-19. O hospital se solidariza com a família neste momento”, diz a nota de divulgação do hospital.
Carreira
Nascida em Niterói (RJ), começou a carreira aos 4 anos de idade, em um programa infantil na Rádio Guanabara.
Com cerca de nove anos de idade, a jovem tomou gosto pelo teatro ao ingressar no grupo da Associação Cristã de Moços (ACM).

Mais tarde passou pelo Teatro Universitário e pelo Teatro do Estudante, criado pelo ator Paschoal Carlos Magno.
Aos 14 anos, já como atriz profissional na Companhia Dulcina-Odilon, estreou a pela “A Filha de Iório”.
Aos 19 anos, conheceu Paulo Goulart, com quem compartilhou quase 60 anos de casamento, ao contracenar com o ator na peça “Senhorita Minha Mãe”, no Teatro de Alumínio, futuro Paço Municipal, em São Paulo.
O casal também fundou em 1953 a companhia Teatro Íntimo de Nicette Bruno, que teve participação de nomes como Tônia Carrero e Walmor Chagas.
Nicette Bruno estreou na TV Tupi em 1950. Atuou na primeira adaptação do “Sítio do Picapau Amarelo”, exibida entre 1952 e 1962. Anos mais tarde também estrelou a segunda versão do infantil, agora produzida pela Globo.
Na emissora da Família Marinho, Nicette atuou em grandes clássicos da dramaturgia, como o seriado “Obrigado, doutor”, além das novelas “Sétimo Sentido” (1982), de Janete Clair, “Louco Amor” (1983), de Gilberto Braga, além de “Selva de Pedra” (1986), “Rainha da Sucata” (1990) e “Mulheres de areia” (1993).










































