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Padre firma acordo com o MPF após ser acusado de intolerância religiosa relacionada à morte de Preta Gil

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Foto: Reprodução / Instagram

O padre Danilo César, da Paróquia de São José em Areial (Agreste da Paraíba), firmou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) que resultou na suspensão de um eventual processo penal por intolerância religiosa.

O acordo, homologado pela juíza federal Cristiane Mendonça Lage, prevê uma série de obrigações para o sacerdote, que reconheceu, no termo assinado, ter adotado conduta discriminatória em uma homilia transmitida online em julho de 2025. Caso Danilo não cumpra as condições, a confissão firmada poderá ser usada como base para reabrir a ação criminal.

O que levou ao acordo

Tudo começou quando o padre, durante uma celebração, disse que as orações aos orixás feitas pelo pai da cantora Preta Gil não a teriam “ressuscitado”, após a morte dela em decorrência de câncer colorretal. Essa fala, amplamente compartilhada nas redes sociais, foi considerada ofensiva por religiosos de matriz afro-brasileira e por grupos que defendem a liberdade religiosa no país.

Organizações culturais, como associações de candomblé e umbanda, registraram boletins de ocorrência por intolerância religiosa contra o sacerdote e destacaram que o conteúdo disseminado durante a missa estimulava preconceito contra crenças afro-indígenas.

Padre firma acordo com o MPF após ser acusado de intolerância religiosa relacionada à morte de Preta Gil
Padre citou Preta Gil após sua morte e ironiza religiões de matriz africana em 2025 – Foto: Divulgação

Obrigações impostas no acordo com o MPF

Para evitar a ação penal, o padre Danilo terá de cumprir várias contrapartidas até junho de 2026, incluindo:

  • Realizar cursos sobre intolerância religiosa totalizando 60 horas, com certificação válida.
  • Ler e fazer resenhas manuscritas de obras e documentário relacionados ao combate ao preconceito e à compreensão das religiões afro-brasileiras.
  • Pagar uma multa de R$ 4.863,00 destinada a uma associação de apoio a comunidades afrodescendentes.
  • Participar de um ato inter-religioso em João Pessoa ao lado de líderes de diferentes tradições de fé — incluindo representantes da família de Preta Gil — para promover o diálogo e o respeito entre crenças.

O caso teve repercussão nacional e mobilizou manifestações de figuras públicas, inclusive de integrantes da família de Preta Gil, que chegaram a notificar extrajudicialmente o padre cobrando uma retratação pública, o que, segundo seus representantes, nunca foi feito.

O acordo é visto como uma tentativa de promover conscientização e educação sobre respeito à diversidade religiosa, combinando medidas educativas com reparações simbólicas e financeiras.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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