Flordelis dos Santos de Souza, ex-deputada federal, passou por atendimento médico nesta semana no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, mas a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) negou que ela tenha sofrido um novo princípio de AVC. Segundo a secretaria, a parlamentar foi medicada por lombalgia, dor na região lombar.
“A Seap informa que não procede a informação sobre princípio de AVC da ex-deputada Flordelis. Ela foi atendida no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho e medicada por quadro de lombalgia”, diz a nota enviada a este repórter.
A defesa de Flordelis, no entanto, afirma que a ex-parlamentar apresentou fortes dores de cabeça, vômitos e outros sintomas neurológicos na terça-feira (16), sendo levada à Unidade de Pronto Atendimento do presídio e depois devolvida à cela.
“Ela continua passando mal, com dores de cabeça e episódios de vômito”, disse a advogada Janira Rocha, responsável pelo acompanhamento jurídico da ex-deputada.
Flordelis cumpre pena desde agosto de 2021, condenada pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado em 2019.
‘Histórico frágil’
O histórico de saúde de Flordelis é delicado: em 2016, ela sofreu um AVC e, desde que entrou no sistema prisional em 2021, possui reconhecimento oficial de comorbidades que exigem acompanhamento constante. A defesa também relaciona o possível agravamento do quadro ao estresse emocional causado pelo recurso ainda pendente no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em fevereiro deste ano, Flordelis divulgou carta relatando complicações de saúde durante a reclusão, como desmaios, convulsões, episódios de pânico, depressão e um suposto AVC. Na ocasião, denunciou negligência médica após uma queda que causou ferimentos na cabeça e no rosto.
Outro advogado da equipe jurídica deve comparecer ao presídio nesta sexta-feira (19) para acompanhar o estado clínico da ex-deputada e cobrar providências. A defesa reforça que seguirá atenta para garantir que todos os procedimentos médicos sejam realizados corretamente, enquanto a Seap mantém a versão de que não houve princípio de AVC.















































