Virginia Louise Giuffre (nascida Roberts) foi uma advogada, ativista e uma das vozes mais conhecidas no combate ao tráfico sexual e ao abuso de menores que se tornou amplamente reconhecida por denunciar altos nomes ligados à rede do financista condenado Jeffrey Epstein.
Nascida em 9 de agosto de 1983, na Califórnia (EUA), Giuffre passou por uma infância marcada por situações de exploração e dificuldades. Quando adolescente, ela foi recrutada para trabalhar em um resort na Flórida e acabou sendo aliciada para o círculo de Epstein e de sua associada Ghislaine Maxwell, ambos acusados de liderar uma vasta rede de tráfico sexual internacional.

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Acusações contra o príncipe Andrew
Giuffre ganhou atenção global ao afirmar publicamente que, enquanto traficada por Epstein e Maxwell, foi forçada a manter relações sexuais com o então príncipe Andrew em várias ocasiões quando tinha 16 e 17 anos. Segundo ela, encontros teriam ocorrido em Londres, Nova York e em uma das propriedades do financista nos Estados Unidos.
Em 2021, ela entrou com uma ação civil contra Andrew nos Estados Unidos, acusando-o formalmente de abuso sexual e buscando indenização pelos danos causados. O processo foi movido em Nova York sob a nova legislação que permite vítimas de abuso reabrirem casos antigos.
Em fevereiro de 2022, o caso foi encerrado com um acordo extrajudicial entre Giuffre e o ex-príncipe, que envolveu um pagamento à própria Virginia e uma doação para sua organização de apoio a sobreviventes de abuso, sem que Andrew admitisse responsabilidade pelas acusações.
Ativismo e legado
Além de suas acusações contra figuras poderosas, Giuffre dedicou grande parte de sua vida a defender outras vítimas de tráfico sexual e violência. Em 2015, ela fundou a organização Victims Refuse Silence, voltada a apoiar sobreviventes, que mais tarde foi relançada como SOAR – Speak Out, Act, Reclaim.
Seu trabalho contribuiu para trazer à tona debates internacionais sobre o combate ao tráfico sexual, exploração infantil e impunidade de pessoas influentes.
Morte e repercussões
Virginia Giuffre foi encontrada morta em 25 de abril de 2025, aos 41 anos, em sua propriedade na Austrália Ocidental. As autoridades australianas concluíram que ela tirou a própria vida, e sua morte foi amplamente lamentada por apoiadores e grupos de defesa dos direitos das vítimas de abuso sexual.
Sua trajetória, marcada pela denúncia de crimes graves, sua batalha por justiça e seu trabalho com sobreviventes deixou um impacto duradouro em movimentos que buscam responsabilizar abusadores e romper ciclos de silêncio e violência.










































