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#RockinRio2019 | Espaço Favela tem beijo gay, protestos e críticas no primeiro dia do evento

Criado com a intenção de aproximar a produção cultural das favelas para o festival, o “Espaço Favela”, foi basicamente um lugar de protestos nesta primeira noite de Rock in Rio 2019.

Funk e hip-hop ditaram o tom das apresentações, mas o que se via no público era uma divisão de opiniões. Ora elogiando, ora criticando. Muitos apontavam uma possível glamourização da favela.

O grupo Nós do Morro e a girlband Abronca , ambos do Vidigal; e a rapper Gabz, nascida num conjunto habitacional de Irajá, seguidas de MC Carol e Tati Quebra Barraco, formaram o time de atrações do stage no primeiro dia. O cenário construído no palco chama a atenção, casinhas coloridas entrelaçadas por fiações tentavam reproduzir o visual de uma favela.

Gabz, uma das atrações do Espaço Favela. (Foto: Fábio Cordeiro)

O Nós do Morro é atração do espaço todos os dias. Durante meia hora, os cerca de 30 dançarinos esbanjam coreografias em vielas e telhados cenográficos, ao som de um medley que mistura de Madonna a Karol Conka.

Outro fato que gerou muita controvérsia foi a sonoplastia da apresentação inicial do espaço. Em dado momento, um som de helicóptero começa a tocar, em referência às operações militares aéreas, defendidas pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Pelas redes, usuários criticaram a utilização do som. O efeito causou polêmica nas redes sociais.

“O Espaço Favela do Rock in Rio (problemático por si so) em toda sua distância do mundo real, achou que seria de uma ideia incrível, usar uma sonoplastia de helicóptero pra incorporar o cenário. Sério, essas pessoas tão ficando malucas. Com certeza, é uma galera que nunca pisou numa favela (festinha no Vidigal não conta) e sem rotina nenhuma dela. Porque não tem ideia do que é o pavor desse barulho”, publicou Luiz Carlos Oliveira no Facebook, em postagem que viralizou. Ele conta que o som dos helicópteros tiram o sono dele.

O Espaço Favela do Rock in Rio (problemático por si so) em toda sua distância do mundo real, achou que seria de uma ideia incrível, usar uma sonoplastia de helicóptero pra incorporar o cenário. Sério, essas pessoas tão ficando malucas.Com certeza, é uma galera que nunca pisou numa favela (festinha no Vidigal não conta) e sem rotina nenhuma dela. Porque não tem ideia do que é o pavor desse barulho. Eu moro do lado de uma, e há 3 semanas eu tenho pesadelos constantes com helicópteros, pois durante uma operação eles sobrevoaram o meu prédio atirando na mata em frente à ele e isso nunca mais saiu da minha cabeça.Imagina pra uma pessoa que, de fato, more em uma, o que esse som significa.Empatia tá sendo uma parada cada vez mais difícil de ser encontrada nessa sociedade doentia e segregada.Tá foda

Posted by Luiz Carlos Oliveira on Wednesday, September 25, 2019

Com a repercussão, a produção do festival disse que o uso da sonoplastia era parte da apresentação do grupo Nós do Morro, que completa 33 anos. Fátima Domingues, uma das diretoras da peça explicou o contexto artístico do som: “Essa bailarina tenta expulsar esse som. Ela não quer esse som. Essa é nossa interpretação artística”.

 

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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