O ator americano Eric Dane, conhecido por interpretar personagens marcantes em Grey’s Anatomy e Euphoria, morreu nesta quinta-feira (19) aos 53 anos, depois de quase um ano enfrentando a esclerose lateral amiotrófica (ELA) — doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores e causa perda de movimentos voluntários. A informação foi confirmada pela família em comunicado divulgado à imprensa internacional.
Dane faleceu cercado pelos entes queridos — sua esposa Rebecca Gayheart e as duas filhas do casal, Billie e Georgia — e teve sua morte anunciada com um texto que ressaltou sua coragem, dedicação à família e a importância de sua atuação como defensor da conscientização e pesquisa sobre a doença.

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O que é ELA e como afeta o corpo
A esclerose lateral amiotrófica (ELA), também chamada de doença de neurônio motor ou doença de Lou Gehrig, é uma condição grave e sem cura conhecida que leva à degeneração progressiva dos neurônios que controlam os músculos voluntários. Com o tempo, isso resulta em fraqueza muscular, dificuldades de fala, deglutição e respiração, e costuma levar o paciente à incapacidade completa e à insuficiência respiratória. A maioria dos casos evolui para um período de sobrevivência entre dois e quatro anos após o aparecimento dos sintomas.
Embora ocorra com maior frequência em pessoas entre 55 e 65 anos, a doença pode manifestar-se em idades diversas e, em cerca de 5-10% dos casos, estar associada a fatores genéticos. Ainda não se conhece uma causa definitiva para a maioria dos casos.
Uma carreira marcante e um exemplo de voz
Eric Dane, nascido em 9 de novembro de 1972, em San Francisco, Califórnia, iniciou sua carreira como ator ainda jovem, com participações em séries televisivas nos anos 1990, antes de alcançar fama internacional com o papel do carismático Dr. Mark “McSteamy” Sloan em Grey’s Anatomy. Ele também ganhou destaque como Cal Jacobs em Euphoria, produção da HBO que o consolidou junto a uma nova geração de espectadores.
Em abril de 2025, Dane revelou publicamente o diagnóstico de ELA e se tornou uma voz ativa na luta contra a doença, participando de eventos e iniciativas para conscientização e incentivo à pesquisa — um legado que continua além de sua carreira artística.
A notícia de sua morte comoveu colegas e fãs ao redor do mundo, que destacaram não apenas o talento do ator, mas também sua coragem e compromisso em compartilhar sua jornada com transparência, transformando sua luta em um chamado à atenção para uma condição que afeta milhares de pessoas globalmente.
O impacto da ELA
A ELA é uma doença rara — estima-se que afete cerca de 2 pessoas em cada 100 mil habitantes nos Estados Unidos e na Europa — mas sua progressão rápida e impacto devastador geram grande impacto emocional tanto para pacientes quanto para familiares. Não há cura, e os tratamentos existentes focam em lentificar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Com sua carreira, sua luta e sua coragem, Eric Dane deixa um legado que ultrapassa a ficção televisiva: ele ajudou a colocar um foco maior sobre a importância da pesquisa e apoio às pessoas que enfrentam a ELA — uma contribuição que seguirá inspirando familiares, pacientes e admiradores em todo o mundo.










































