Isolado há cinco anos em uma chácara em São Roque, no interior de São Paulo, Andreas von Richthofen, de 38 anos, recusou uma tentativa de aproximação da irmã, Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais deles em 2002.
A visita teria ocorrido há cerca de três meses. Segundo vizinhos, Suzane levou o filho pequeno para tentar restabelecer contato com Andreas, que à época do crime tinha apenas 15 anos. A iniciativa, porém, terminou em conflito: Andreas não aceitou a presença da irmã e chegou a ameaçar chamar a polícia caso ela insistisse em permanecer no local.
A chácara onde Andreas vive faz parte da herança dos pais e, de acordo com moradores da região, o imóvel apresenta sinais de abandono e acumula dívidas de IPTU. Pessoas próximas relatam que ele leva uma vida reclusa, evitando qualquer tipo de convivência social.
“É como se ele só existisse fisicamente. A alma, a mente parecem ter ido embora junto com os Manfred e Marísia”, disse um vizinho, em referência aos pais assassinados. Já uma funcionária que trabalha nas proximidades afirmou: “Ele prefere ficar isolado da sociedade e não tem intenção de mudar isso. Parece apenas esperar a morte chegar”.
Relembre o caso Richthofen
Em 2002, Suzane von Richthofen, então com 18 anos, planejou o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em São Paulo. O crime foi cometido com a ajuda do namorado dela na época, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos.
Na noite de 31 de outubro de 2002, enquanto os pais dormiam, Suzane permitiu a entrada dos irmãos Cravinhos na casa da família. Eles espancaram o casal até a morte com barras de ferro, simulando em seguida um assalto para despistar a polícia.

O caso chocou o país tanto pela brutalidade quanto pelo envolvimento direto da filha no crime. Em 2006, Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por duplo homicídio qualificado e fraude processual. Daniel recebeu a mesma pena, e Cristian foi condenado a 38 anos e 6 meses.
Suzane cumpriu parte da pena em regime fechado e, posteriormente, em regime semiaberto. Em janeiro de 2023, ela progrediu para o regime aberto, podendo cumprir o restante da pena em liberdade, sob condições legais.
O caso permanece como um dos crimes de maior repercussão no Brasil, marcado por discussões sobre família, herança, comportamento psicológico e cobertura midiática.










































