A atriz Viola Davis veio ao Brasil para divulgar seu novo filme “Mulher Rei”, e concedeu algumas entrevistas, entre elas no programa “Conversa com Bial” (Globo), que foi ao ar na madrugada do último sábado (24). Durante a conversa, a produtora relembrou de quando sofreu racismo de uma brasileira, que era proprietária do apartamento que ela morou em um período nos Estados Unidos.
“Sim, ela era brasileira. Foi o meu primeiro apartamento depois que saí da faculdade. Era um apartamento lindo que eu dividia com uma amiga. E a proprietária, ao descobrir que eu dividia apartamento com essa moça, ficou furiosa”, relatou Viola.
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“Ela disse que não gostava de negros, não confiava neles… Então eu não podia receber nenhum sobrinho meu, não podia receber visita nenhuma. Nem dos meus pais. Com certeza não podia levar nenhum namorado, se é que tinha algum. E, toda vez que ela me via esperando o ônibus, ela supunha que eu era prostituta”, continuou Viola.
Quando questionada por Pedro Bial se o som da língua portuguesa fazia Viola lembrar de coisas não muito boas da infância, a atriz respondeu que viveu coisas muito boas e não tão agradáveis quando era criança, e isso tinha relação com um garoto que estudou com ela quando a artista ainda era uma menina.
“Acho que você está se referindo, provavelmente, a minha primeira lembrança. De um garoto que me perseguia depois da escola e ele era do Cabo Verde. Eles são negros e portugueses. As pessoas não entendem a diferença de raça e etnia. Ele tinha adotado um tipo de mentalidade que não queria ser associado com os afro-americanos. Ele achava que eles tinham um status menor. Então eu tenho lembranças muito fortes de cabo-verdianos, ele com certeza me atormentava muito”, relatou a atriz.





















































