O nome de Kaká Diniz voltou ao centro das discussões nas redes sociais nesta quinta-feira (19), após repercussão de um vídeo em que o empresário critica um desfile da Acadêmicos de Niterói. Casado com a cantora Simone Mendes, Kaká fez um desabafo sobre o enredo da agremiação, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu sátiras a grupos conservadores.
O vídeo, publicado originalmente na terça-feira, ganhou novo fôlego após a confirmação do rebaixamento da escola de samba, anunciado na Quarta-feira de Cinzas.
A polêmica da “família em lata”
O principal ponto de crítica do empresário foi uma ala do desfile que representava a chamada “família tradicional” dentro de latas de conserva. Para Kaká, a alegoria foi uma forma de deboche direcionada a valores cristãos e conservadores.
“Você já percebeu como virou moda ridicularizar quem acredita em família, em fé, em valores?”, afirmou no vídeo. Segundo ele, o Carnaval não deveria ser palco para ironias políticas que atinjam crenças religiosas ou modelos familiares defendidos por parte da população.
Enredo político e rebaixamento
A apresentação da Acadêmicos de Niterói levou à Marquês de Sapucaí um enredo com referências à trajetória política de Lula, misturando homenagem e crítica social. A proposta artística dividiu opiniões antes mesmo do desfile: enquanto alguns elogiaram a ousadia e o posicionamento político, outros criticaram o uso de símbolos religiosos e familiares.
Com a apuração das notas, a escola terminou na última colocação do Grupo Especial e foi rebaixada para a Série Ouro do Carnaval carioca em 2027. A coincidência entre o resultado e a repercussão do vídeo de Kaká intensificou o debate nas redes.
Reações nas redes sociais
As declarações do empresário rapidamente viralizaram e geraram uma enxurrada de comentários. Parte dos internautas acusou Kaká de incoerência ao associar o discurso conservador à carreira artística de sua esposa.
“Não é sua esposa que canta sobre traição, farra e pecado?”, escreveu uma usuária. Outro comentário ironizou: “Para ganhar dinheiro pode cantar até contra esses valores? Hipócrita”.
Por outro lado, seguidores do empresário defenderam seu posicionamento, afirmando que o direito à crítica faz parte do debate democrático e que o Carnaval também é um espaço de contestação.
A polêmica reforça como temas ligados à política, religião e costumes continuam mobilizando intensamente o público — especialmente quando envolvem figuras públicas e manifestações culturais de grande visibilidade como o Carnaval.











































