{"id":197619,"date":"2023-11-24T12:57:00","date_gmt":"2023-11-24T15:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/portalpopmais.com.br\/?p=197619"},"modified":"2023-11-24T13:01:39","modified_gmt":"2023-11-24T16:01:39","slug":"lubo-fala-sobre-seu-album-em-celebracao-ao-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalpopmais.com.br\/en\/lubo-fala-sobre-seu-album-em-celebracao-ao-feminino\/","title":{"rendered":"Entrevista: Lubo fala sobre \u00e1lbum auto intitulado"},"content":{"rendered":"<p>Muitas experi\u00eancias e influ\u00eancias podem inspirar um produtor art\u00edstico. Aqui, o processo se d\u00e1 por meio de transi\u00e7\u00f5es profissionais e perdas pessoais vividas por<strong><a href=\"https:\/\/portalpopmais.com.br\/en\/lancamentos-musicais-24-de-novembro-de-2023\/\"> Lubo<\/a><\/strong>, que embarcou numa jornada de <strong>autoconhecimento<\/strong> espiritual a partir de 2016. O resultado s\u00e3o<strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/portalpopmais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">faixas femininas<\/a><\/strong> e m\u00e2ntricas, com pitadas de rock, sonoridades africanas e riffs orientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo a entrevista completa com a<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lubo_arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> Lubo<\/a><\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; Como \u00e9 pra voc\u00ea Independente lan\u00e7ar um \u00e1lbum completo no mercado de hoje em dia? Ainda mais com uma m\u00fasica tanto quanto experimental.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> Pra mim, lan\u00e7ar um \u00e1lbum \u00e9 o resultado de muitas jornadas art\u00edsticas e mergulhos internos. Tenho 20 anos de carreira e j\u00e1 vivi muitas coisas no meio art\u00edstico. J\u00e1 estive em lugares incr\u00edveis e j\u00e1 me frustrei muito tamb\u00e9m. Acho que a maioria dos artistas vive nessa montanha-russa. Em determinado momento da minha vida, isso come\u00e7ou a pesar. Essas incertezas e minha falta de confian\u00e7a nas minhas escolhas foram me levando pra um abismo. Eu me sentia sem lugar para me expressar verdadeiramente, mas eu tamb\u00e9m n\u00e3o sabia direito o que eu queria falar. Ent\u00e3o, eu fui atr\u00e1s de me conhecer pra saber o que, afinal, seria esse florescimento art\u00edstico e espiritual que iria me deixar feliz apenas por fazer o que deveria ser feito. E vivi muitas coisas nesses \u00faltimos sete anos. Coisas que me fizeram acordar para a minha verdadeira natureza. A artista que eu sou se conecta intimamente com a buscadora que eu sou. Esse \u00e1lbum \u00e9 o meu florescimento. Uma integra\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias que sinto em mim. Eu me sinto muito feliz por poder falar o que acredito, por ter feito parcerias certeiras, por ter 38 anos e conseguir me lan\u00e7ar no mercado musical, me reinventando e trazendo novidade pras pessoas e pra mim. O que as minhas m\u00fasicas trazem se relaciona com a esperan\u00e7a, com o amor \u00e0 vida, com a valoriza\u00e7\u00e3o da nossa jornada enquanto seres humanos, trazendo a ancestralidade como nossa pedra preciosa do futuro. O experimental que voc\u00ea sente com a minha m\u00fasica \u00e9 porque eu quis ser original, eu e meu produtor Fabio Pinczowski tivemos o cuidado de trazer refer\u00eancias que se conectassem com a minha jornada e com a ess\u00eancia de cada hist\u00f3ria contada atrav\u00e9s das m\u00fasicas. O que eu espero \u00e9 que as pessoas sintam a dimens\u00e3o musical expandida que criamos e que nos levam a muitos mundos. Que o p\u00fablico possa se curar, sonhar, meditar, dan\u00e7ar, exorcizar, poetizar a vida com minhas m\u00fasicas. \u00c9 isso que espero. Descobri essa pot\u00eancia na m\u00fasica e sei que \u00e9 s\u00f3 o in\u00edcio do caminho. Mas estou muito feliz por dar cada passo, porque estou fazendo o que acredito. Isso j\u00e1 \u00e9 uma grande coisa no meio de um capitalismo que nos empurra para uma produtividade absurda onde nossa criatividade \u00e9 usada para criarmos conte\u00fados rasos e compuls\u00f3rios a fim de n\u00e3o sermos esquecidos pelo algoritmo. Ent\u00e3o, me sinto vitoriosa por poder manifestar uma coisa t\u00e3o verdadeira e profunda nesse agora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; Nesse trabalho voc\u00ea teve contato com profissionais de \u00f3tima assinatura como Maria Alice. Como foi a troca com ela em \u201cmulher oce\u00e2nica\u201d?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> A Mazinha \u00e9 uma profissional que fiquei apaixonada desde o primeiro dia. Trabalhar com ela foi um sonho, s\u00e9rio. Meu core\u00f3grafo, Gabriel Malo me disse que nunca se sentiu t\u00e3o respeitado num set. Como o clipe era de dan\u00e7a, muitas vezes a gente tinha que parar para tomar uma \u00e1gua, secar o suor e ela sempre esteve muito preocupada com isso, com o nosso bem estar. Eu, ela e o Malo criamos um roteiro que agradasse a n\u00f3s tr\u00eas e ela foi de uma generosidade sem fim. Uma escuta incr\u00edvel e uma firmeza no olhar que nos passava total seguran\u00e7a quanto ao resultado. A equipe de luz, o diretor de fotografia Daniel Belinky e todo mundo que ela contratou tamb\u00e9m foram preciosos para o trabalho e estavam l\u00e1 por causa dela. Ela \u00e9 uma pessoa que todo mundo quer estar perto. Eu admiro demais o caminho dela como diretora, como artista e a pessoa que ela \u00e9. Espero que possamos trabalhar juntas novamente num futuro breve.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; A dan\u00e7a e as artes visuais est\u00e3o sempre ligadas com o seu trabalho de forma muito. \u00e9 correto afirmar isso? de onde vem essa liga\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> Eu dan\u00e7o desde os 5 anos de idade. Minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia foram recheadas de muito ballet, jazz, sapateado e dan\u00e7a contempor\u00e2nea. Depois enveredei pelos musicais e continuei dan\u00e7ando muito. A dan\u00e7a \u00e9 minha base, meu primeiro talento, um amor na minha vida. E sobre as artes visuais\u2026 \u00e9 uma coisa que sempre me acompanhou tamb\u00e9m. Sempre fui muito est\u00e9tica, quando crian\u00e7a eu desenhava muito e queria ser diferente. Gosto de ser diferente, de inovar nas imagens de mim mesma e do mundo. Me considero metam\u00f3rfica, estou sempre mudando e experimentando est\u00e9ticas.<br>Durante a pandemia, eu e meu companheiro Fernando Marianno exploramos bastante o audiovisual para criarmos curtas referentes aos meus estudos com o livro \u201cmulheres que correm com os lobos\u201d de Clarissa Pinkola Est\u00e9s, criamos uma s\u00e9rie chamada SELVAGEM (dispon\u00edvel no Youtube) e percebi o poder de contar hist\u00f3rias atrav\u00e9s das imagens. Quando pensei em fazer um \u00e1lbum musical, eu j\u00e1 sabia que a est\u00e9tica do show e dos trabalhos em audiovisual que acompanhariam esse projeto seriam t\u00e3o importantes quanto as m\u00fasicas. O fato de eu tamb\u00e9m ser atriz e bailarina trazem para a cantora que sou uma assinatura e expande minhas possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Qual a principal mensagem que voc\u00ea queria passar com lan\u00e7amento do \u00e1lbum \u201cLubo\u201d e nesse no \u00faltimo lan\u00e7amento audiovisual?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> Quero que as pessoas se sintam inspiradas, que acreditem na vida, acreditem nelas mesmas, que cultivem o que \u00e9 naturalmente sagrado, que possam se permitir sonhar e tamb\u00e9m agir. A \u00faltima m\u00fasica do disco, Apocalipse, fala: \u201cquero amor, eu quero a\u00e7\u00e3o\u201d mas pra isso \u00e9 preciso mergulhar-se, conhecer-se o suficiente para ter coragem de agir a favor de si e de todes. Por isso come\u00e7o o disco com \u201cMulher Oce\u00e2nica\u201d, a m\u00fasica desse primeiro clipe, esse mergulho da pele pra dentro, nas profundezas do ser, para reconhecermos que tudo est\u00e1 dentro da gente, e termino com Apocalipse pra que a gente saia do individualismo doente e consiga trabalhar para algo que esteja a servi\u00e7o de todes.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas experi\u00eancias e influ\u00eancias podem inspirar um produtor art\u00edstico. Aqui, o processo se d\u00e1 por meio de transi\u00e7\u00f5es profissionais e perdas pessoais vividas por Lubo, que embarcou numa jornada de autoconhecimento espiritual a partir de 2016. O resultado s\u00e3o faixas femininas e m\u00e2ntricas, com pitadas de rock, sonoridades africanas e riffs orientais. 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