{"id":232751,"date":"2025-05-29T09:31:06","date_gmt":"2025-05-29T12:31:06","guid":{"rendered":"https:\/\/portalpopmais.com.br\/?p=232751"},"modified":"2025-05-29T09:31:08","modified_gmt":"2025-05-29T12:31:08","slug":"nick-souza-quer-romper-fronteiras-com-pop-bilingue-e-funk-global-nao-sao-muitos-que-entendem-o-que-faco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalpopmais.com.br\/en\/nick-souza-quer-romper-fronteiras-com-pop-bilingue-e-funk-global-nao-sao-muitos-que-entendem-o-que-faco\/","title":{"rendered":"Nick Souza quer romper fronteiras com pop bil\u00edngue e funk global: \u201cN\u00e3o s\u00e3o muitos que entendem o que fa\u00e7o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Radicado no Canad\u00e1, mas com ra\u00edzes brasileiras pulsando forte em sua m\u00fasica, <strong>Nick Souza <\/strong>inicia um novo cap\u00edtulo na carreira com o single <em>\u201cPosso Fingir\u201d<\/em>, uma faixa que simboliza muito mais do que uma nova sonoridade: \u00e9 um marco de valida\u00e7\u00e3o art\u00edstica e pessoal. Com participa\u00e7\u00e3o de <strong>MC Binn <\/strong>\u2014 um dos nomes que levaram o funk da quebrada para o mundo \u2014, a can\u00e7\u00e3o representa para Nick uma confirma\u00e7\u00e3o de que sua fus\u00e3o entre pop, R&amp;B e ritmos brasileiros est\u00e1 no caminho certo. \u201c<em>Foi uma grande vit\u00f3ria, tanto para o Nick de hoje quanto para o de 14 anos que sonhava com esse momento<\/em>\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao <em>Portal Pop Mais<\/em>, o cantor, compositor e produtor falou sobre o processo org\u00e2nico da grava\u00e7\u00e3o do clipe no mesmo dia da faixa, o papel dos artistas na internacionaliza\u00e7\u00e3o do funk e seus planos futuros, que incluem colabora\u00e7\u00f5es com nomes internacionais como o DJ holand\u00eas Jhonny 500. Com viv\u00eancia acad\u00eamica s\u00f3lida, uma abordagem criativa sinest\u00e9sica e um desejo genu\u00edno de levar seu som aos palcos e festivais brasileiros, Nick mostra que est\u00e1 pronto para conquistar tanto quem dan\u00e7a nos bailes quanto quem busca profundidade na m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Music Journal Brazil &#8211; \u201cPosso Fingir\u201d marca uma nova fase da sua carreira. O que essa m\u00fasica representa pra voc\u00ea pessoalmente e artisticamente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pessoalmente \u00e9 uma grande vit\u00f3ria. Fa\u00e7o muitas m\u00fasicas com essa proposta multicultural, brasileira\/gringa, mas o jeito que fa\u00e7o \u00e9 muito novo. N\u00e3o s\u00e3o muitos que valorizam ou entendem. Mas a\u00ed chega o MC Binn, que foi um dos primeiros a furar a bolha do Baile Funk e lan\u00e7ar hit na gringa, e diz: \u201c<em>N\u00e3o conhe\u00e7o esse moleque, mas acredito nele e vou dar essa moral<\/em>\u201d. Isso \u00e9 um sinal de que estou no caminho certo. Artisticamente foi uma credibilidade bem pesada. A ind\u00fastria sempre pede que algu\u00e9m com peso te abrace para que voc\u00ea possa alcan\u00e7ar o pr\u00f3ximo degrau. E essa faixa foi exatamente sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi o processo de grava\u00e7\u00e3o do clipe com MC Binn no mesmo dia da faixa? Isso \u00e9 algo comum nas suas cria\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi bem natural e org\u00e2nico, mas para mim n\u00e3o \u00e9 comum. Mas como era um momento com muita sinergia e uma virada de chave para minha credibilidade como artista, era assim que eu desejava fazer. Para registrar o momento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O funk brasileiro est\u00e1 em alta no exterior. Como voc\u00ea v\u00ea o papel dos artistas nesse processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que os artistas t\u00eam apenas um dever: serem aut\u00eanticos a eles mesmos. Quem eles s\u00e3o, o que representam e sempre buscar a melhoria e o crescimento n\u00e3o s\u00f3 na carreira, mas como indiv\u00edduos tamb\u00e9m. Foi assim que o movimento do funk chegou ao lugar que est\u00e1 hoje, e \u00e9 assim que ele vai continuar a crescer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que o p\u00fablico pode esperar dos seus pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos? Alguma colabora\u00e7\u00e3o internacional vindo por a\u00ed?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com essa pluralidade cultural que eu tenho, quase toda colabora\u00e7\u00e3o acaba sendo internacional [<em>risos<\/em>]. Seja um trampo com os meus parceiros canadenses &#8211; que em grande parte s\u00e3o descendentes ou de pa\u00edses latinos ou caribenhos &#8211; ou um artista que passa pelo Brasil ou pelo Canad\u00e1 vivenciando o trabalho deles e a gente se tromba. Mas eu conheci um DJ holand\u00eas chamado Jhonny 500 aqui em S\u00e3o Paulo e estamos trabalhando em uma faixa do EP dele que vai servir como lembrete da viagem dele aqui pro Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se tivesse que escolher um artista brasileiro e um canadense pra formar uma \u201cdream collaboration\u201d, quem seriam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um s\u00f3 de cada pa\u00eds \u00e9 muito dif\u00edcil [<em>risos<\/em>]. No Canad\u00e1 temos Justin Bieber, The Weeknd, Drake, Partynextdoor e v\u00e1rios outros. Aqui no Brasil temos Kevin o Chris, Livinho, Anitta, Ludmilla\u2026 A lista dos dois pa\u00edses \u00e9 infinita. Seria muito louco, mas acho que para o Nick, como produtor\/compositor, seria com Partynextdoor e Kevin o Chris. Mas o Nick, como artista, teria que ser com o Drake e Anitta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como \u00e9 o seu processo criativo \u2014 voc\u00ea come\u00e7a pela letra, pelo beat, por uma imagem?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7o quase sempre por uma progress\u00e3o de harmonia que provoca uma sinestesia na minha cabe\u00e7a. \u00c0s vezes eu vejo uma imagem de algu\u00e9m ou cores. Quando sinto isso, as letras j\u00e1 come\u00e7am a sair. Isso \u00e9 quando estou sozinho fazendo m\u00fasica. Se \u00e9 com outra pessoa, o come\u00e7o pode ser ou com um beat que elas tenham ou com uma letra que elas criaram. Mas eu sempre estou em busca de sonoridades que fazem minha mente viajar para outro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual o peso da sua viv\u00eancia acad\u00eamica na sua pr\u00e1tica musical di\u00e1ria hoje?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pesa muito em cada escolha que fa\u00e7o em composi\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o. Sempre gosto de misturar um som sujo com a sofistica\u00e7\u00e3o do meu conhecimento acad\u00eamico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 pensou em lan\u00e7ar um \u00e1lbum conceitual, talvez sobre essa dualidade cultural que vive?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sempre penso nisso, mas acho que ainda tenho bastante a amadurecer como pessoa e artista antes de fazer um trabalho conceitual de verdade mesmo. Acho que, nesse momento, eu estou emu ma fase de aprofundamento, de aventura. O que tamb\u00e9m, queira ou n\u00e3o, \u00e9 um conceito. Mas acho que atrav\u00e9s dessa aventura vou chegar a um lugar que possa olhar bem profundamente pra minha dualidade e fazer algo massa como o \u2018<em>Debi Tirar Mas Fotos<\/em>\u2019, mais recente album do Bad Bunny.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea pretende participar de festivais brasileiros ou j\u00e1 tem convite para algum evento por aqui?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com certeza, eu preciso fazer isso. Se n\u00e3o fizer, significa que n\u00e3o estou fazendo o meu dever como artista. Eu sou DJ, saxofonista tamb\u00e9m. Tenho v\u00e1rias formas de conectar com uma audi\u00eancia, e vai come\u00e7ar a fluir. N\u00e3o vejo a hora de apresentar meu trabalho de artista ao vivo aqui no Brasil, tocar em bailes e apoiar meus outros amigos artistas aqui no Brasil com o meu saxofone.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Radicado no Canad\u00e1, mas com ra\u00edzes brasileiras pulsando forte em sua m\u00fasica, Nick Souza inicia um novo cap\u00edtulo na carreira com o single \u201cPosso Fingir\u201d, uma faixa que simboliza muito mais do que uma nova sonoridade: \u00e9 um marco de valida\u00e7\u00e3o art\u00edstica e pessoal. 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