O ex-rei da Espanha, Juan Carlos I, de 87 anos, fez uma revelação impactante em sua recém-lançada autobiografia intitulada Reconciliación (“Reconciliação”, em tradução livre). No livro, escrito em parceria com a autora francesa Laurence Debray, o monarca emérito admite ter matado acidentalmente o irmão mais novo, príncipe Afonso, em 1956.
No capítulo chamado A Tragédia, Juan Carlos relembra o episódio ocorrido quando ele tinha 18 anos e a família vivia em Portugal. Segundo o relato, ele e Afonso brincavam com uma pistola sem saber que estava carregada.

“Não fazíamos ideia de que havia uma bala na câmara. Um tiro foi disparado para o alto. A bala ricocheteou e acertou meu irmão bem no meio da testa. Ele morreu nos braços de nosso pai”, escreveu o ex-rei.
Com emoção, Juan Carlos afirma que o episódio marcou sua vida de forma definitiva:
“Eu nunca vou me recuperar dessa tragédia. Sua gravidade me acompanhará para sempre.”
Apesar da confissão e da nota oficial divulgada pela família real na época, nenhuma investigação formal foi aberta sobre o caso.
Juan Carlos subiu ao trono espanhol em 1975, após a morte do ditador Francisco Franco, e reinou até 2014, quando abdicou em favor de seu filho, o rei Felipe VI. Desde 2020, vive fora da Espanha, em Abu Dhabi, após enfrentar escândalos financeiros e de corrupção.









































