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Luana Berti fala sobre a importância de trazer seu posicionamento LGBTQIA+ para suas composições

Luana Berti
Divulgação

Quem é fã de The Voice Brasil com certeza já ouviu falar no nome Luana Berti, a cantora foi destaque no time IZA durante a edição de 2019, e o sucesso não parou por aí, Luana manteve sua carreira com suas redes sociais em alta, atualmente acumulando mais de 200 mil seguidores no instagram. Em entrevista exclusiva, conta um pouco sobre representatividade LGBTQIA+ no cenário artístico e agravantes da pandemia na música.

Você é uma cantora assumidamente LGBTQIA+, acredita que essa exposição que tem na mídia pela sua carreira te traga uma maior necessidade de posicionamento nessas causas?

“Sim! Até porque quando você trabalha com arte, principalmente com música, tu não está vendendo um produto físico, ne? A gente vende nossas histórias, nossos sentimentos, pensamentos e principalmente o nosso posicionamento em relação aos assuntos mais falados e debatidos. Então sempre tento levantar as minhas bandeiras de uma forma que fique fácil entender quais são as coisas que eu acredito ou deixo de acreditar.”

Quando foi o “boom” da sua carreira?

“Acho que foi quando eu lancei Volta, uma das minhas músicas autorais mais pedidas pelo meu público. Foi a primeira vez que eu entrei no Viral 50 do spotify e consegui algumas playlists editoriais das plataformas. Tudo isso sendo artista independente. Acredito que vão existir alguns “booms” ainda, mas até então esse foi o mais relevante até agora”.

Luana Berti
Foto: Divulgação

A pandemia foi um momento díficil para você? Precisou pensar em um plano B?

“Foi muito.. Por algum tempo eu fiquei sem conseguir escrever nem tocar nenhum instrumento. A minha cabeça as vezes me levava pra alguns lugares muito esquisitos, mas graças ao carinho que eu recebo de todo mundo que gosta de mim, eu não desisti! Foram dias de altos e baixos bem constantes, o medo de não conseguir me inserir no mercado novamente, a pressão das redes sociais por um conteúdo rápido e sempre atualizado.. então sim, foi bem complicado. Tive plano B, C, D… mas eu nunca deixei o plano A morrer, eu só tentei me encaixar em novos contextos dentro da música. Abri um projeto de compor sob demanda, comecei a me adaptar melhor aos novos recursos das plataformas e criar um conteúdo que eu conseguisse monetizar e sigo assim até as coisas voltarem ao normal“.

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