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OPINIÃO | Katy Perry renasce das cinzas e volta a fazer pop de qualidade

Um verdadeiro plot twist. É assim que começamos essa resenha. Katy Perry surpreendeu à todos com seu novo single, “Never Really Over”. Confesso que estava preparado para mais uma dose de músicas politizadas com sons desconexos, que nem de longe lembrariam a essência de uma das maiores hitmakers da década. Vou guardar minhas facas.

Katy conseguiu renovar seu pacto com o pop de qualidade e resgatou aquele velho e bom refrão chiclete, que fala sobre problemas tão comuns para tanta gente. Foi essa a receita que até o álbum “Prism”, rendeu à Perry tantos recordes, Certificados de Ouro e Plantina, e canções no topo das paradas.

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Seu último disco, “Witness”, tem lá sua magia, mas ele mostrou uma Katy tão madura, que o gosto estava mais do que maduro, se é que me entende. Gritando empoderamento feminino e discursos de igualdade, a cantora caiu em desgraça na prática, com colaborações com o grupo homofóbico declarado Migos, por exemplo. O “pop com propósito” foi a derrocada de uma era sem brilho e efeitos colaterais que perdurariam por dois anos.

Mas sábio é aquele que aprende com os erros. Em “Never Really Over”, Katy dá doses cavalares de autoestima, e o “retiro” retratado no clipe pode ser interpretado como o tratamento que ela precisava para sair da “fossa”. O período pós-Witness foi essencial para o resultado que tivemos no novo single. Ela participou do American Idol, e colaborou com Zedd e Daddy Yankee, se arriscando em territórios que ainda não tinha visitado. O resultado disso? Uma música alegre, cheias de referência, romântica e que ao mesmo tempo fala de auto-ajuda. Uma sonoridade da Katy primordial, a mesma alma que um dia cantou em “Firework” – “Você só tem que acender a luz/ E deixá-la brilhar”.

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“Never Really Over” é aquele hino pop que há tanto clamamos. E diferente de 2017, desta vez ela acertou em cheio o coração dos fãs, como um cupido determinado a unir casais. A letra é clara: “dois anos e minha mente me leva para trás”. Uma nítida referência aos tempos conturbados. Em 2017 Katy foi alvo de uma saraivada de críticas, principalmente pelo comportamento politizado presente no “Witness”, e isso ela não deixou de fora da nova música: “Preciso reiniciar meu cérebro/ Porque eu não consigo entrar na internet”,diz outro trecho. O reset deu certo, e o resultado é o que já frisei e volto dizer com todas as letras: o hino que a gente pediu.

Ainda longe de salvar o pop em 2019, Katy deu sua contribuição robusta para que este ano seja inesquecível para nós apreciadores do pop de qualidade.

Agora, assista novamente ao clipe:

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