Carlos Sebastião Prata, conhecido artisticamente como Grande Otelo Filho, faleceu nesta terça-feira (20), aos 70 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por Hugo Gross, presidente do presidente do SATED/RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Rio de Janeiro).
O artista foi internado na última segunda (19) numa unidade de pronto atendimento (UPA) de Copacabana, na Zona Sul do Rio, com problemas cardíacos. Ele estava passando por dificuldades financeiras, segundo Hugo Gross, que agora tenta arrecadar fundos para o velório e enterro.
Filho do lendário ator e comediante Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Souza Prata), Carlos Sebastião trilhou uma carreira marcada pelo comprometimento com o teatro, o cinema e os movimentos culturais periféricos.
Uma trajetória construída com identidade própria
Nascido em 1955, no Rio de Janeiro, Carlos cresceu entre bastidores e palcos. Ainda jovem, frequentava gravações, sets de filmagem e camarins, convivendo com grandes nomes da cultura nacional. Mas escolheu seguir por caminhos próprios, estudando artes cênicas na UNIRIO e dedicando-se inicialmente ao teatro experimental.
Em entrevistas, Carlos Sebastião sempre reforçava a necessidade de manter viva a memória dos artistas negros brasileiros e combater o racismo estrutural dentro das artes. “Meu pai abriu portas com o sorriso. Eu tento mantê-las abertas com atitude”, disse em uma de suas últimas aparições públicas.









































