Em entrevista à revista i-D, o astro porto-riquenho Bad Bunny abriu o jogo sobre sua decisão de não realizar shows recentes nos Estados Unidos — uma escolha que levantou especulações entre fãs e críticos.
“Houve muitos motivos pelos quais eu não apareci nos EUA, e nenhum deles foi por ódio”, afirmou o cantor. “Já me apresentei lá muitas vezes. Todos os shows foram um sucesso, magníficos. Eu adorei me conectar com os latinos que vivem nos Estados Unidos.”
Apesar da boa relação com o público norte-americano, o artista destacou que optou por focar em sua terra natal, especialmente com a residência de shows em Porto Rico. Para ele, o arquipélago — embora seja um território incorporado aos EUA — oferece uma experiência diferente, mas acessível.

“Pessoas dos EUA podiam vir aqui para ver o show. Latinos e porto-riquenhos que vivem lá também poderiam viajar para cá ou para qualquer lugar do mundo”, explicou. No entanto, uma preocupação séria acabou influenciando sua decisão.
Bad Bunny revelou que questões ligadas à imigração pesaram na hora de planejar as apresentações:
“Havia a possibilidade de o Serviço de Imigração estar do lado de fora dos meus shows. E isso era algo que discutíamos muito e nos preocupava bastante.”
A declaração lança luz sobre o impacto das políticas migratórias nos eventos culturais e mostra como o cantor está atento às realidades vividas por seus fãs — muitos dos quais enfrentam insegurança migratória nos Estados Unidos.
















































