Dona Sônia, mãe de Eliza Samudio, surpreende ao adotar postura conciliadora diante da complexa relação entre o neto Bruninho, de 15 anos, e o pai, Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da filha.
Em uma entrevista recente ao canal Cartoloucos, Dona Sônia, mãe de Eliza Samudio, demonstrou uma postura de empatia ao aconselhar o neto Bruninho a manter, se possível, uma relação com o pai. Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, foi condenado pelo assassinato de Eliza, em 2010, e cumpre pena em regime semiaberto.
“Se um dia ele (Bruno) precisar de você… A gente não sabe do dia de amanhã, a velhice chega para todos, e você tem que ajudar. Faça o contrário do que ele fez. Não pague com a mesma moeda”, disse Sônia, revelando uma força admirável diante de uma tragédia que mudou para sempre os rumos da família.
Bruninho, hoje com 15 anos, é uma das promessas do futebol nacional. Jogador das categorias de base do Botafogo, foi recentemente convocado pela terceira vez para integrar a Seleção Brasileira Sub-17.
Memórias dolorosas: os pertences de Eliza
Quinze anos após o crime que chocou o país, Dona Sônia recebeu de volta objetos pessoais da filha, que estavam sob custódia da Justiça para fins de investigação. Entre os itens, estão sandálias, óculos escuros e a carteira de Eliza — que traz a foto do pequeno Bruninho ainda bebê.
Ela também recebeu fraldas descartáveis que pertenciam ao neto, mas optou por não ficar com elas.
Em uma publicação comovente nas redes sociais, Sônia falou sobre a dor de reencontrar objetos que remetem aos últimos momentos da filha:
“Depois de 15 anos de espera, na esperança de encontrar seus restos mortais, o que a Justiça me devolveu foram esses objetos da Eliza. Ter esses itens em minhas mãos é como se o tempo não tivesse passado. A dor continua tão intensa, tão crua. Tenho vivo em minha memória cada gesto seu.”
Computador segue lacrado
Além dos objetos, Sônia também recebeu há algum tempo o computador pessoal de Eliza. No entanto, até hoje não teve forças para acessar o conteúdo, que inclui conversas, álbuns de fotos e registros de interações com Bruno Fernandes.
Segundo ela, apenas sua advogada e um técnico de confiança tiveram acesso aos arquivos até o momento.
“Tem muita conversa, tem muitas fotos, conversas com amigas… A Dr. Mônica (advogada) me perguntou se eu abri o computador, mas do jeito que estava embalado quando chegou, ficou. Meu psicológico não está preparado para isso. Não sei como vou reagir”, desabafou.
Entre o perdão e a dor
O posicionamento de Dona Sônia gerou debate nas redes sociais. Muitos aplaudiram sua resiliência e capacidade de pensar no futuro emocional do neto. Outros destacaram a complexidade de lidar com uma relação familiar profundamente marcada pela violência e pela perda.











































