A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio imediato dos bens de Uiara Teixeira, ex-funcionária de Alexandre Pires, condenada a mais de 16 anos de prisão pelo desvio de R$ 1,5 milhão das contas do cantor. A decisão da 4ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia, assinada pelo juiz Robson Luiz Rosa, visa garantir que o valor seja ressarcido, diante do risco de ocultação de patrimônio. Uiara responde ao processo em liberdade.
A medida atende a um pedido do cantor e da esposa, Sara Campos, que processaram a ex-colaboradora por danos materiais e morais. De acordo com o juiz, as provas apresentadas no processo indicam que havia possibilidade de que a ré tentasse se desfazer de bens antes do pagamento da indenização.
Entre as ações determinadas pela Justiça estão o bloqueio de todos os imóveis registrados em nome de Uiara e do marido, Elcione Silva Cassiano, o impedimento de venda ou transferência de veículos e a retenção de valores em contas bancárias, que foram transferidos para uma conta judicial. Além disso, a existência do processo foi anotada nas matrículas de imóveis, incluindo uma oficina mecânica pertencente ao casal, alertando terceiros sobre a disputa judicial.
Em resposta ao Pop Mais, o TJMG informou que “a decisão que determinou o bloqueio de bens de Uiara está vinculada à ação cível de indenização por dano moral”.
A liminar foi proferida no dia 24 de setembro de 2025, e a ordem de constrição foi lançada no mesmo dia. O tribunal também explicou que “o pedido de tutela de urgência é solicitado ao juiz para garantir proteção judicial imediata e provisória, mesmo antes do julgamento final do processo”, e que “os réus já foram citados sobre a decisão”.
O Pop Mais não conseguiu localizar a defesa de Uiara.
Relembre o caso
Uiara foi condenada por furto qualificado e lavagem de dinheiro e deve pagar R$ 1,5 milhão de indenização a Alexandre Pires e Sara Campos. O crime ocorreu entre 2014 e 2018, enquanto a funcionária administrava as atividades econômicas do casal. O padrão de vida luxuoso dela e do marido chamou atenção, já que seu salário na época era de R$ 4 mil.
O marido, Elcione, recebeu seis anos de reclusão em regime semiaberto por participação na lavagem de dinheiro. Ambos recorreram da decisão, que será analisada em segunda instância.
Segundo os autos, Uiara tinha total confiança das vítimas, chegando a ter posse de cheques em branco. A suspeita começou a surgir durante uma viagem à Argentina, quando o casal notou dinheiro na bolsa da funcionária. Uma auditoria técnica confirmou a aquisição de bens incompatíveis com a renda dela e do marido.
Em nota, a advogada de Uiara e Elcione, Luciana Aparecida de Freitas, afirmou que a cliente pretende apresentar todas as provas que comprovam sua inocência. Segundo a defesa, o padrão de vida do casal sempre esteve em linha com os ganhos do marido, empresário com uma oficina mecânica, e todos os valores movimentados foram destinados a pagamentos autorizados pelo próprio casal.
















































