A fala de Virginia Fonseca, ao defender Vini Jr. afirmando que o jogador possui uma “beleza interior”, acabou ampliando nas redes sociais a discussão sobre as críticas à aparência do atleta. A reação do público trouxe à tona uma questão sensível: comentários sobre estética podem afetar profundamente a saúde mental, mesmo quando dirigidos a uma celebridade mundial?
De acordo com o psiquiatra Iago Fernandes, especialista em saúde mental, a resposta é clara: sim. Para ele, críticas ao corpo atravessam qualquer barreira de fama ou sucesso e têm potencial para abalar a autoestima de qualquer pessoa.

Aparência atrai, mas não sustenta
O especialista explica que a aparência exerce, de fato, um papel inicial nas relações interpessoais. Ela funciona como um convite, um estímulo visual que chama atenção. No entanto, esse impacto é limitado.
“A imagem apenas abre a porta. O que mantém um relacionamento são valores, afeto, respeito, diálogo e maturidade emocional. Beleza muda. O que mantém um casal unido vem de dentro”, afirma Fernandes.
Quando o vínculo é reduzido apenas ao visual, ele se fragiliza. Pressões por perfeição estética podem gerar ansiedade, insegurança e desgaste emocional — fatores que, segundo o psiquiatra, corroem a convivência.
Vini Jr. pode sentir o impacto
A onda de comentários sobre a aparência do jogador, especialmente após a repercussão da fala de Virginia, pode afetar o emocional de Vini Jr. O psiquiatra explica que ataques estéticos vão além da crítica superficial:
“Quando a crítica atinge o corpo, atinge diretamente o valor pessoal. Ser reduzido à aparência machuca.”
E o cenário se agrava quando esse tipo de crítica viraliza. A exposição pública intensifica os sentimentos de inadequação, aumenta a ansiedade e, em casos mais graves, pode interferir até na vida afetiva.
Pesquisas citadas pelo profissional mostram que comentários negativos sobre o físico estão entre os fatores que mais prejudicam a satisfação emocional em relacionamentos — e a visibilidade de uma figura como Vini Jr. amplifica esse efeito.
O que realmente sustenta um relacionamento?
Fernandes reforça que beleza pode acender a chama inicial, mas jamais sustenta uma relação:
“A beleza atrai, mas não segura ninguém. Relação se mantém com respeito, lealdade, cuidado e admiração.”
Para ele, ataques à aparência colocam em risco não somente a imagem pública de alguém, mas principalmente sua autoestima — elemento central na forma como a pessoa se relaciona com o mundo.
“Amor não nasce no espelho. Nasce na convivência. No final, importa menos o reflexo e mais a sensação de acolhimento e segurança que só um vínculo verdadeiro é capaz de oferecer.”










































