A morte de Bibi, mulher apontada como filha até então desconhecida de Freddie Mercury, reacendeu uma das histórias mais sensíveis e controversas envolvendo o lendário vocalista do Queen. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Daily Mail, que informou que ela morreu aos 48 anos após uma longa batalha contra um câncer raro na coluna vertebral.
Discreta durante toda a vida, Bibi teve sua existência revelada publicamente apenas recentemente, com a publicação da biografia Love, Freddie, escrita por Lesley-Ann Jones. Desde então, o caso passou a gerar repercussão internacional e novos olhares sobre a vida pessoal do cantor.
Quem era a suposta filha mantida em segredo por Freddie Mercury
Segundo o Daily Mail, Bibi enfrentava há anos um cordoma, tipo raro e agressivo de câncer ósseo. De acordo com relatos, Freddie Mercury teria mantido a existência da filha em absoluto sigilo, inclusive no auge da fama. No círculo íntimo, o cantor a chamava carinhosamente de “Bibi” e usava apelidos afetivos como “trésor” e “little froggie”, termos reservados apenas a pessoas muito próximas.
A biografia afirma que pai e filha mantiveram uma relação próxima até a morte do artista, em 1991. Ainda segundo a autora, Bibi seria fruto de um relacionamento extraconjugal e exames de DNA confirmariam a paternidade, informação que nunca foi reconhecida oficialmente pelo espólio do cantor.

As músicas que teriam sido inspiradas na relação entre pai e filha
Lesley-Ann Jones sustenta que a ligação entre Freddie Mercury e Bibi teria influenciado diretamente algumas composições do Queen. Entre as canções citadas estão “Bijou” e “Don’t Try So Hard”, descritas como obras de tom íntimo e emocional, que revelariam um lado mais sensível do artista, distante da imagem extravagante que marcou sua carreira nos palcos.
Abalada com a morte, a escritora afirmou que Bibi se aproximou dela com um objetivo claro: confrontar versões distorcidas sobre a vida de Freddie Mercury que circularam por décadas. “Ela queria contar a verdade”, disse a autora ao Daily Mail.
A despedida e o relato do viúvo
O falecimento foi comunicado pelo marido de Bibi, Thomas, que afirmou que ela morreu de forma tranquila após anos de tratamento, deixando dois filhos, de nove e sete anos. Segundo ele, as cinzas foram lançadas ao vento nos Alpes. A família vive atualmente na França e avalia tornar públicas imagens inéditas, incluindo possíveis registros de Bibi ao lado de Freddie Mercury.
A polêmica envolvendo Mary Austin
A história ganhou ainda mais repercussão após declarações de Mary Austin, ex-noiva de Freddie Mercury e figura central em sua vida. Antes do lançamento da biografia, ela afirmou que ficaria “chocada” se o cantor tivesse uma filha e disse desconhecer a existência de diários pessoais.
No entanto, o livro se baseia justamente em anotações atribuídas a Freddie, que teriam sido entregues à filha pouco antes de sua morte. Segundo Lesley-Ann Jones, tentativas legais de barrar a publicação não avançaram. “Depois que o livro saiu, nunca mais nos procuraram”, afirmou.
O silêncio mantido por décadas
Médica de profissão, Bibi optou por manter sua identidade longe do público por medo de impactos na carreira e na vida pessoal. Em um depoimento divulgado pouco antes de morrer, ela explicou por que escolheu o silêncio.
“Eu não queria dividir meu pai com o mundo inteiro. Enquanto os fãs choravam Freddie, eu chorava meu pai”, declarou. “Cresci sem ele e vivi momentos importantes sem sua presença. Como eu poderia ter falado antes?”
A história, agora encerrada com sua morte, continua a provocar debates sobre legado, privacidade e os limites entre a vida pública e pessoal de um dos maiores ícones da música mundial.














































