Maria Prata, de 46 anos, esposa do jornalista e apresentador Pedro Bial, usou as redes sociais nesta semana para relatar um assalto vivido ao lado da filha caçula, Dora, de apenas cinco anos. O episódio aconteceu em uma rua residencial da Lapa, no Rio de Janeiro, e foi descrito pela produtora como um momento de extremo medo e vulnerabilidade.
Em um longo desabafo publicado no Instagram, Maria contou que estacionava o carro e caminhava poucos metros até a casa de amigos quando foi abordada por um homem em uma moto, usando capacete e mochila de entregas. Segundo ela, não estava usando o celular nem distraída. “Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed… agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça”, escreveu.
De acordo com o relato, o assaltante exigiu seus pertences e perguntou repetidamente pelo iPhone. Maria afirmou ter tentado manter a calma ao lembrar que estava com uma criança. “Eu estou com uma criança, fica calmo, pode levar tudo”, disse a ele. Durante a ação, o homem pediu a senha do celular, demonstrou nervosismo e chegou a revistá-la para saber se ela era policial.
Enquanto entregava os objetos, Maria precisou tirar a aliança, o que chamou a atenção de Dora, que não compreendia a gravidade da situação. A criança, segundo a mãe, não viu a arma nem entendeu o que estava acontecendo naquele momento. Após pegar o celular, cartões e outros pertences, o assaltante fugiu.
Mãe e filha foram acolhidas por amigos na casa para onde se dirigiam. Maria contou que só conseguiu desabar emocionalmente depois de entregar Dora ao pai, Pedro Bial. A chegada da polícia, o depoimento e as horas seguintes, marcadas por bloqueios de cartões e telefonemas, intensificaram o impacto do ocorrido.
Com o passar do dia, Dora começou a processar o episódio, fazendo perguntas sobre o assalto e demonstrando medo. “Quero ir pra casa, mamãe”, repetia a menina. Maria revelou que passou a madrugada sem conseguir dormir, revivendo mentalmente a situação. “É um replay sem fim de áudios e imagens de algo que ninguém deveria passar”, desabafou.
Apesar do trauma, Maria fez questão de ressaltar que ambas estão bem e que o desfecho poderia ter sido muito pior. “A vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e tudo poderia ser diferente”, refletiu. Ela também comparou o episódio com as experiências recentes da família, que passou as férias mostrando às filhas “o Brasil mais sensacional”, contrastando com a violência enfrentada. “Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”, lamentou.
Ao final do relato, Maria agradeceu o apoio recebido e concluiu com uma mensagem de resistência: “Em frente. Estamos vivas”.







































