O cantor porto-riquenho Bad Bunny, 31, revelou uma curiosa conexão com o Brasil ao descobrir que usava um look da marca Mondepars, assinada por Sasha Meneghel, durante uma entrevista publicada nesta segunda-feira (2).
O artista aparece em imagens divulgadas no Instagram das revistas vestindo um conjunto marrom da grife brasileira. A surpresa veio quando Bad Bunny soube que a estilista por trás da marca é filha de Xuxa, apresentadora que marcou gerações e que, segundo ele, fez parte de sua infância em Porto Rico.
O cantor cresceu nos anos 1990, período de auge da chamada “Rainha dos Baixinhos”, cuja popularidade ultrapassou fronteiras. Xuxa chegou a lançar álbuns em espanhol e se consolidou como um fenômeno também na América Latina, alcançando o público infantil caribenho.

Moda como identidade e discurso
Conhecido por transformar a moda em ferramenta de expressão cultural, Bad Bunny destacou, na entrevista, a importância das roupas como linguagem. Seus looks costumam chamar atenção em grandes eventos e tapetes vermelhos, sempre carregados de significado.
Um exemplo recente foi sua aparição no Met Gala de 2025, quando apostou em um chapéu de palha reinterpretado de forma contemporânea. O acessório fazia referência aos jíbaros, trabalhadores rurais de Porto Rico que usam sombreros para se proteger do sol durante as colheitas.
“Nós seguimos sendo jíbaros. Os porto-riquenhos são pessoas que, durante toda a vida, se levantam para trabalhar e manter o país em pé, quando, no final, são outros de fora que se beneficiam desse trabalho”, afirmou o artista. Segundo ele, resgatar essa estética foi uma forma de valorizar a própria história e identidade cultural.
Evolução pessoal refletida no guarda-roupa
Eleito um dos mais bem-vestidos de 2025 pela Vogue norte-americana, Bad Bunny possui um histórico marcado por cores vibrantes, misturas de texturas, estampas ousadas e acessórios chamativos. O cantor reconhece, no entanto, que seu estilo evoluiu junto com seu amadurecimento pessoal.
“Antes, usava coisas que eram mais loucas. Eu era mais jovem também [risos] e, dentro da minha cabeça, se passavam muitas coisas. Dá para notar que transmitia nas roupas um tipo de rebeldia, sempre buscando o que mostrar ao mundo. Estava me encontrando como ser humano”, contou.











































