O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro das atenções após a divulgação de milhões de arquivos relacionados às investigações conduzidas pelas autoridades dos Estados Unidos. O material reúne depoimentos, e-mails e registros enviados ao FBI ao longo dos anos — muitos deles com acusações graves e ainda não comprovadas.
O Departamento de Justiça dos EUA informou que os documentos tornados públicos incluem todo o conteúdo em posse do FBI, o que pode abranger informações não verificadas, falsas ou exageradas, já que parte do material foi enviada por cidadãos ao longo das investigações.
Entre os arquivos divulgados, há relatos que mencionam figuras públicas, empresários e políticos, além de acusações extremas envolvendo tráfico humano, abuso sexual e crimes violentos.
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Acusações envolvendo propriedades de Donald Trump
Um dos depoimentos afirma que menores teriam participado de festas organizadas por Epstein e que uma suposta vítima teria sido assassinada e enterrada em um campo de golfe pertencente a Donald Trump.
O mesmo relato menciona ainda supostos vínculos com o Cartel de Sinaloa e alegações sobre gravações clandestinas feitas para chantagem. Não há confirmação oficial de que tais fatos tenham ocorrido, e as acusações aparecem nos documentos como declarações de terceiros.
Supostos “leilões” de meninas
Outro arquivo descreve eventos em que garotas teriam sido “leiloadas”. O texto menciona o resort Mar-a-Lago e cita a presença de empresários e familiares de figuras públicas.
As alegações incluem abuso sexual e participação de menores. O Departamento de Justiça, no entanto, reforçou que diversas acusações contra Trump presentes nos arquivos são consideradas infundadas.
Também aparecem menções ao empresário Elon Musk, mas não há confirmação oficial que sustente os relatos descritos nos documentos.

Relatos de violência extrema
Entre os materiais divulgados, há ainda denúncias envolvendo assassinato de recém-nascido e descrições de supostos rituais violentos em embarcações privadas. Um dos textos menciona o sobrenome Bush, em referência ao ex-presidente George W. Bush, mas o próprio documento registra que a suposta vítima possuía histórico de uso de drogas e que as memórias relatadas teriam sido recuperadas em terapia anos depois.
As autoridades não confirmaram a veracidade dessas acusações, que constam nos autos como relatos enviados ao FBI.
E-mails sobre cirurgias e intervenções hormonais
Outro conjunto de documentos traz e-mails atribuídos ao biólogo evolucionista Robert Trivers. Nas mensagens, há discussões controversas sobre intervenções hormonais e possíveis aplicações comerciais envolvendo pessoas trans.
O conteúdo também menciona reflexões hipotéticas sobre procedimentos em crianças, o que gerou forte repercussão. Não há confirmação de que tais ideias tenham sido implementadas.
A divulgação dos arquivos reacendeu debates sobre a extensão da rede de Epstein, que foi preso em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual e morreu na prisão no mesmo ano.
As investigações oficiais seguem apontando que os documentos incluem tanto evidências formais quanto denúncias não verificadas, cabendo às autoridades e ao Judiciário a análise detalhada do material.









































