Ideval Anselmo, um dos maiores nomes do Carnaval de São Paulo, morreu aos 85 anos na Quarta-Feira de Cinzas (18 de fevereiro de 2026). Considerado referência no samba-enredo paulista, ele construiu uma trajetória que atravessou gerações e ajudou a consolidar a identidade do Carnaval na capital.
A causa da morte não foi divulgada.
Quem foi Ideval Anselmo
Nascido em 18 de setembro de 1940, em Catanduva (SP), Ideval iniciou sua história no Carnaval no fim da década de 1960. Em 1969, passou a integrar a tradicional Camisa Verde e Branco, escola pela qual assinou alguns de seus sambas mais marcantes.
Seu talento ganhou projeção em 1972, com o samba-enredo “Literatura de Cordel”, que consolidou seu nome entre os grandes compositores do gênero.
Sambas que marcaram época
Ao longo da carreira, Ideval compôs mais de 25 sambas-enredo e se tornou sinônimo de excelência na avenida. Entre suas obras mais celebradas está “Narainã, a Alvorada dos Pássaros”, eleita “samba do século” em concurso promovido pela Folha de S.Paulo.
Outro destaque foi “Atlântida e suas Chanchadas (Maré ô)”, composição que ultrapassou os desfiles e ganhou vida em gravações e rodas de samba.
Além da Camisa Verde e Branco, o compositor também deixou sua marca em agremiações importantes do Carnaval paulistano, como:
- Tom Maior
- Rosas de Ouro
- Unidos do Peruche
Referência do samba-enredo paulista
Ideval Anselmo era reconhecido como um verdadeiro guardião da tradição do samba-enredo. Suas composições se destacavam pela força poética, riqueza melódica e capacidade de transformar enredos em narrativas musicais envolventes.
Ao longo de mais de cinco décadas dedicadas ao Carnaval, tornou-se mentor e inspiração para novas gerações de compositores e intérpretes.
Despedida e legado
O velório foi realizado na zona norte de São Paulo, reunindo familiares, amigos e representantes do samba paulista. Nas redes sociais, integrantes de escolas de samba e admiradores prestaram homenagens, ressaltando a importância histórica do compositor.
A morte de Ideval Anselmo representa uma perda significativa para o Carnaval brasileiro. No entanto, seu legado permanece vivo nas quadras, nas avenidas e na memória cultural do país, eternizado em sambas que continuam ecoando a cada desfile.










































